sábado, 15 de outubro de 2016

Quando o professor apanha

No início de 2015 dois alunos começaram a brigar dentro de sala de aula; quando me aproximei para intervir, acabei levando um soco na mão. Doeu.

No final de 2015, eu estava de costas escrevendo no quadro quando um aluno jogou, "de brincadeira", a mochila. Ela ricocheteou contra a parede e me acertou no olho. Doeu.

No começo de 2016, um estudante que sequer é meu aluno, no tumulto do corredor, me deu um tapa na nuca. Pelas costas. "De brincadeira". A princípio negou, mas acabou confessando diante da mãe. Doeu.

Hoje, um menino e uma menina de 6o ano se engalfinharam em sala de aula. A menina, que não estava devidamente uniformizada tentou acertar um chute alto no colega; a sandália havaina escapuliu de seu pé e me acertou. NO ROSTO. Levada à direção da escola, a aluna não mostrou arrependimento nem pediu desculpas. Se achava coberta de razão, pois o colega havia sujado seu trabalho. Doeu. Presente pelo "Dia do Mestre", talvez.

Em menos de dois anos sofri QUATRO agressões físicas. Duas delas propositais - "de brincadeira".

Em oito anos de magistério público já perdi a conta das agressões morais sofridas.

Há algo MUITO errado na escola pública...

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