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Sobre

Saber é poder; pensar é poder; dizer é poder; agir é poder; fazer é poder.
Quem sabe, pensa, diz, age e faz torna-se sempre mais poderoso.

Semper plus ultra!



Clio e eu: um pouco de minha história com a musa...


Formação
Meu interesse por História começou muito cedo. Contava ainda seis anos de idade quando ganhei de minha mãe a coleção espanhola Caminhando através da História, de Maria Ríus, ricamente ilustrada por Oriol Vergès. Passava horas lendo os livros, admirando os trajes, os edifícios e, principalmente, as informações sobre a vida na Antiguidade, na Idade Média, na Pré-História...
Além disso, tive a boa fortuna de nascer numa família marcada por forte costume de transmissão oral do conhecimento e da experiência dos mais velhos. Cresci ouvindo de meu avô e minha avó as histórias de sua juventude e de seus ancestrais, da experiência de minha avó como tecelã nos tempos de solteira e, ainda mais, as “aventuras” (pois assim as via então) de meu avô na segunda guerra, como membro da Força Naval do Sul. Ouvia também as histórias de meus ancestrais mais distantes em Laguna, Santa Catarina, histórias da Farroupilha, dos movimentos abolicionista e republicano, entre outras coisas. As histórias se tornavam ainda mais vívidas pelos objetos conservados em família desde o século XIX, vestígios de uma época muito diferente. Essa formação seria complementada pelas constantes visitas a museus e centros culturais.
Ao ingressar no Colégio Pedro II, esse interesse tornou-se ainda mais profundo, especialmente devido aos excelentes professores de História que tive, além da primorosa formação que o colégio oferecia, com aulas de Francês, Latim, Artes Plásticas e Música Erudita, proporcionando uma base humanística de valor inapreciável. Aos 13 anos decidi que não queria mais ser marinheiro, como meu avô, mas arqueólogo. Meu objetivo passou então a ser ingressar na faculdade de História.

Graduação
                  Meus quatro anos de graduação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro foram riquíssimos em experiências, nos mais diversos sentidos. Primeiramente, pela oportunidade de convívio com grandes professores, entre os quais é difícil destacar algum sem cometer injustiça. Além disso, pude fazer grandes amizades com colegas que compartilham profundamente o interesse por Clio. Por fim, pelos estágios em que procurei ampliar minha aprendizagem acadêmica.
Em meu segundo ano de graduação me juntei ao Núcleo de Estudos da Antiguidade, em estágio voluntário, sob orientação da Profª Maria Regina Cândido. Lá, desenvolvia uma pesquisa sobre os celtas e a representação de sua sociedade nas moedas. Contudo, mais que a experiência em pesquisa, destacaria o know-how que adquiri em tarefas como a revisão do jornal Philia ou a organização de eventos, especialmente de um curso sobre numismática antiga, onde fiquei responsável por toda a parte administrativa. Paralelamente, me dedicava a um trabalho social em Lagoinha, bairro muito pobre de Nova Iguaçu, organizado por um grupo de amigos. Lá, coordenava uma biblioteca e fazia um trabalho de conscientização social com as crianças, onde chegamos a produzir um “livro” sobre Lagoinha.
No início de 2004 surgiu uma oportunidade única, um estágio no Laboratório de Antropologia Biológica, que realizava pesquisas arqueológicas, sob coordenação da Profª Nancy Vieira. Durante um ano e meio realizei inúmeros trabalhos de campo em Angra dos Reis, na escavação de um sambaqui e de uma fortificação do século dezoito. No Rio, paralelamente, organizei um catálogo de moedas portuguesas, para uso interno, além de pesquisa cartográfica em arquivos.
Contudo, embora encantado com a Arqueologia, descobri, elaborando minha monografia, sob orientação do Prof. Luiz Edmundo Tavares, que minha verdadeira paixão era a análise do discurso. Comecei minha pesquisa muito cedo, com um trabalho para a disciplina História do Rio de Janeiro, no quarto período, abordando a França Antártica e as concepções políticas huguenotes sobre a colônia. Minha dedicação à pesquisa, durante dois anos, seria recompensada com a sua publicação pela editora Topbooks.
Abandonando a Arqueologia, no fim da graduação busquei ainda dois estágios em arquivos, para complementar minha formação prática, sendo um deles no Arquivo Nacional e outro passando dois meses no município de Trajano de Morais, organizando os arquivos da prefeitura.

Mestrado, doutorado e atuação profissional
Finda a graduação, ingressei imediatamente no mestrado, no Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal Fluminense, dando prosseguimento à pesquisa sobre a França Antártica, agora sob orientação do Prof. Rodrigo Bentes Monteiro. A experiência do mestrado seria extremamente estimulante, pelo alto nível dos debates realizados nas disciplinas, além do contato com uma bibliografia diferente daquela a que estava habituado. Essas discussões foram de grande importância, pois me permitiram perceber outras problemáticas no tema estudado, especialmente as dimensões retóricas e políticas dos debates sobre a França Antártica.
Após inúmeras modificações, minha dissertação discutia a importância dos diferentes paradigmas de verdade e o modo como eram apropriados retoricamente para a discussão política em torno da colônia. Para tanto, utilizei como fontes os relatos impressos e as cartas dos personagens envolvidos, evidenciando dois usos distintos da escrita na prática política.
Paralelamente, iniciei minha atuação profissional no magistério; o trabalho em Lagoinha transformara o arqueólogo em professor. Após breve experiência numa empresa de “turismo pedagógico”, em agosto de 2007 fui selecionado pela Universidade Castelo Branco, onde lecionei até dezembro de 2010, atuando em diversos cursos, dando aulas de disciplinas como Filosofia, Antropologia, Sociologia, Contextos Brasileiros, entre outras; esta foi uma riquíssima experiência, tanto pela troca com os alunos, quanto pela necessidade constante de estudo e aperfeiçoamento.
Além disso, também sou professor do ensino fundamental. No início de 2008 passei num concurso para a Prefeitura de Itatiaia, onde lecionei por cinco meses, ao cabo dos quais pedi exoneração, por ter sido convocado pela Prefeitura do Rio de Janeiro. O trabalho no fundamental proporciona uma experiência bastante diferente, estimulando à ininterrupta reflexão sobre o valor formativo da História, bem como sobre a complexa relação da História e da memória com o grande público.
Desde 2010, ingressando no doutorado, tenho pesquisado sobre as relações entre os relatos de viagem e a experiência política na França entre os séculos XVI e XVIII, desenvolvendo a tese O viajante e a corte: relatos de viagem, saber e poder na França entre Francisco I e Luís XIII, sob orientação do Prof. Rodrigo Bentes Monteiro.
Além disso, devo destacar as atividades de publicação, notadamente dos livros Entre Genebra e a Guanabara: a discussão política huguenote sobre a França Antártica, publicado pela Topbooks, a partir de minha monografia de bacherelado e Da Guanabara ao Sena: relatos e cartas sobre a França Antártica nas guerras de religião, resultante de minha dissertação de mestrado, publicado pela EdUFF.
Também tenho me dedicado à divulgação, destacando especialmente a publicação do artigo Guerra santa na Guanabara, publicado na Revista de História da Biblioteca Nacional, em 2009 e a participação no episódio Franceses no Maranhão, do programa De lá pra cá, da TVBrasil, em 2010, além de manter o blog Oficina de Clio.
Minha paixão pela História se traduz hoje pela dedicação ao magistério, o interesse pela pesquisa e pela divulgação e, principalmente, pelo desejo de constante aperfeiçoamento.

Formação acadêmica
2010 – atual Doutorado em História
Universidade Federal Fluminense

2007 - 2009 Mestrado em História
Universidade Federal Fluminense

2002 – 2006 Bacharelado e Licenciatura em História
Universidade do Estado do Rio de Janeiro


Experiência profissional
2008 – atual Professor I: História
Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro


2007 – 2010 Professor auxiliar
Universidade Castelo Branco

2008 – 2008 Professor I: História
Prefeitura Municipal de Itatiaia

Publicações
Livros
TAVARES, Luiz Fabiano de Freitas. Da Guanabara ao Sena: relatos e cartas sobre a França Antártica nas Guerras de Religião. Niterói: EdUFF, 2011. 210 p. (no prelo; lançamento previsto para setembro)

 TAVARES, Luiz Fabiano de Freitas . Entre Genebra e a Guanabara: a discussão política huguenote sobre a França Antártica. Rio de Janeiro: Topbooks, 2011. 215 p.

Capítulos de livros
TAVARES, Luiz Fabiano de Freitas . Villegagnon entre a toga e a espada: um estudo de caso sobre mobilidade social na França quinhentista. In: Célia Cristina da Silva Tavares; Rogério de Oliveira Ribas. (Org.). Hierarquias, raça e mobilidade social. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2010, pp. 235-254.

Textos em revistas
TAVARES, Luiz Fabiano de Freitas . Guerra Santa na Guanabara. Revista de História da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, p. 16 - 19, 01 out. 2009.

Outras publicações
TAVARES, Luiz Fabiano de Freitas . Guerra Santa na Guanabara. Brasília: Presidência da República, 2010 (Site governamental).

Produção cultural
Entrevistado no programa "De Lá pra Cá" - Episódio "A presença francesa no Maranhão". TV Brasil: 2010.