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sábado, 24 de dezembro de 2016

A banalização da indignação e um testemunho de sua história

Acabo de ler um texto de 11 anos atrás com críticas veementes a um clipe (já esquecido) de uma cantora pop (já esquecida). Requiescat in pace.

O clipe supostamente seria uma brutal violência da cultura imperialista etc etc etc. Logo abaixo seguia-se uma longa salva de comentários recheada de réplicas e tréplicas, onde inúmeras pessoas "engajadas" e devidamente "escandalizadas" discordavam visceralmente entre si.

Apenas um comentário sensato destacava que era apenas uma obra artística de baixa qualidade chocada entre tantas outras de teor semelhante e que, provavelmente, não seria a referência cultural decisiva apontada pelo autor do texto e demais leitores. 

Mais de uma década depois, sabemos quem tem razão. 

Por sinal, é curioso lembrar que dez anos atrás as pessoas já discutiam loucamente na Internet por coisas absolutamente inexpressivas. Vivemos a era das polêmicas efêmeras e indignações banais. Pior ainda, estamos em pleno processo de banalização da indignação. 

Touché.

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