Newsletter

Sua assinatura não pôde ser validada.
Você fez sua assinatura com sucesso.

Oficina de Clio - Newsletter

Inscreva-se na newsletter para receber em seu e-mail as novidades da Oficina de Clio!

Nous utilisons Sendinblue en tant que plateforme marketing. En soumettant ce formulaire, vous reconnaissez que les informations que vous allez fournir seront transmises à Sendinblue en sa qualité de processeur de données; et ce conformément à ses conditions générales d'utilisation.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Cientificismo e fanatismo

Cientificismo barato é mais perigoso que fanatismo religioso.

As teorias racistas e eugenistas do século XIX e do início do XX são bom exemplo disso. A devastação ambiental cometida pelo "homem-poderoso-pela-razão-e-mestre-da-natureza" é outro resultado dessa postura. Sem falar nos desvarios cometidos em nome da "ciência" marxista pelos regimes comunistas, ou, no mundo capitalista, por uma "ciência" econômica excessivamente confiante em seus números e modelos. Há, inclusive, certa ciência econômica tão fervorosa em suas convicções que chega a falar, um tanto religiosamente, em "ortodoxia econômica".

O fanático religioso ao menos sabe que obedece a uma fé orgulhosamente cega, enquanto o "esclarecido" cientificista acredita ser guiado pela mais pura, insofismável e incontestável razão. O fanatismo científico se baseia em "certezas" melhor mascaradas pela ilusão de "ter razão" e pela fé numa reificada compreensão da "Ciência" - essa misteriosa dama cujo endereço nunca descobri, muito embora conheça inúmeros cientistas...

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

A tragédia já está consumada. Mais importante que encontrar culpados é buscar soluções. Bola pra frente.

Mais um conselho

Não adianta criticar o ódio pregado por Bolsonaro se nós mesmos odiarmos os eleitores dele. Controlemos, antes de tudo, o nosso próprio ódio - pois muito ajudamos se não atrapalharmos...

domingo, 28 de outubro de 2018

Juramento Amoroso

Seja essa nossa sagrada bandeira, senhora de nossa lealdade, dona de nossos corações, alicerce de nossos sonhos, âncora de nossas esperanças, objeto de cuidadosa devoção. Seja ela nosso abrigo, proteção, refúgio, escudo, porto seguro. VIVA A CONSTITUIÇÃO!!!


No mesmo barco

Queridos amigos (incluindo os que, infelizmente, votaram no dito-cujo), vou me recolher. Alguns, como eu, lamentam; outros, comemoram. Assim é a vida. Acabou o período eleitoral mais tenso da história da 5ª República no Brasil. Agora é o momento de acalmar os ânimos, guardar a serenidade, refletir, refletir e refletir muito. Que os "vencedores" respeitem os "perdedores", e que os "perdedores" não se deixem contaminar pela raiva e pelo ódio contra os "vencedores". O primeiro imperativo, agora, é preservar nossos corações e mentes de todos os sentimentos e pensamentos venenosos que nos impeçam de agir com sabedoria. Sejamos prudentes, mas não medrosos. Corajosos, mas não temerários. Medo e temeridade são péssimos conselheiros. Unidas, Prudência e Coragem constituem o caminho da grandeza: prudentes e corajosos, somos mais fortes. Saibamos reconhecer os momentos oportunos para falar e guardar o silêncio. Evitemos palavras violentas, rancorosas e ofensivas. Sejamos gentis, independentemente das circunstâncias, pois "gentileza gera gentileza" - e "violência gera violência". Cultivemos em nossa alma a paz que desejamos ver em nosso país. Estamos todos no mesmo barco: se o barco naufragar, nos afogamos todos juntos! Podemos (e devemos) ter divergências, mas não precisamos ver ou tratar como inimigos aqueles que pensam (e votam) diferentemente de nós. Sejamos generosos uns com os outros. Tenhamos a grandeza de perdoar sempre que necessário, quantas vezes for necessário. De resto, permaneçamos TODOS vigilantes - pois "o preço da liberdade é a eterna vigilância". Sejamos exigentes, MUITO exigentes. Cobremos muito de TODOS os políticos eleitos, do deputado estadual ao presidente. Mantenhamos os olhos e ouvidos abertos, e o pensamento crítico sempre alerta. Prestemos atenção a tudo que se faz e a tudo que se fala, especialmente àquilo que se esconde nas entrelinhas.


Coragem, Amigos

Nós estamos aqui. Nós resistiremos. Nós sobreviveremos. Não nos calaremos. Seremos a muralha. Estamos juntos, e juntos seguiremos. Somos grandes, somos muitos e seremos mais. Não haverá silêncio que calará nosso barulho. Não haverá mordaça que feche nossa boca. Não haverá ódio que envenene nosso coração. Não haverá corrente que aprisione nossos pensamentos. Não haverá porrete que fira nossas almas. Não haverá balas que matem nossos valores. Não haverá bombas que explodam nossos sonhos. Não haverá coturnos que pisem nossas esperanças. Não haverá tirano que nos roube a coragem. Do fundo do abismo, nossa voz ressoará. Unidos, nós somos a democracia. Unidos, somos a liberdade. Coragem, amigos, coragem. Nenhuma noite é eterna, e nós seremos o amanhecer!


Raiva+Politização superficial+Desinformação=Lambança

Amor como dever

O Amor tolera.
O Amor perdoa.
O Amor age.
O Amor espera.
O Amor vê.
O Amor ouve.
O Amor fala.
O Amor cala.
O Amor cura.
O Amor sustenta.
O Amor fortalece.
O Amor sabe.
O Amor lembra.
O Amor esquece.
O Amor ilumina.
O Amor aquece.
O Amor refresca.
O Amor purifica.
O Amor liberta.
O Amor constrói.
O Amor cultiva.
O Amor une.
O Amor aceita.
O Amor compreende.
O Amor respeita.
O Amor plenifica.
O Amor realiza.
O Amor vivifica.
O Amor dá.
O Amor pede.
O Amor recebe.
Somente o Amor apazigua as tempestades de Ódio.
Em tempos de Ódio, amar é um dever.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Quem questiona os questionadores?

Para encontrar boas respostas, é necessário formular boas perguntas - daí a necessidade de uma atitude questionadora, em sentido amplo, profundo e pleno. A qualidade do conhecimento deriva diretamente da qualidade dos questionamentos que direcionam sua busca.

Indagações ingênuas engendram respostas ingênuas, questões falaciosas geram respostas falaciosas, perguntas superficiais induzem respostas superficiais. Por outro lado, conhecimento profundo, derivado de questionamentos bem formulados, tende a estimular perguntas igualmente instigantes, configurando assim um círculo virtuoso que convém cultivar cuidadosamente.

Para tanto, é também imprescindível questionar sempre os próprios questionamentos: "esta é uma pergunta pertinente? Como melhorar sua formulação? Por que é importante perguntar isso? Por que indagar isso, e não aquilo? Que motivos me levam a elaborar essa questão?"

É por isso mesmo que convém sempre desconfiar de questionadores que não se questionam, nem toleram ser questionados, beirando a desonestidade intelectual.

O verdadeiro espírito crítico significa questionar as respostas, mas também questionar vigorosamente as próprias perguntas: perguntar melhor, para responder melhor, sempre.

O verdadeiro questionador é aquele que questiona, antes de tudo, a si mesmo.

Pesadelos 6

A cidade estava animada. Risos frouxos e raivosos ecoavam, saindo de mentes embriagadas. Tresloucadas bacantes, bobas alegres, dançavam em torno de uma imensa fogueira. As labaredas subiam, subiam, subiam. Uma densa fumaça empesteava os ares. Livros, livros e mais livros queimavam, queimavam e queimavam, sem cessar. Bibliotecas inteiras alimentavam as chamas. Era papel que queimava, mas o cheiro era de carne humana. Me afastei dali, nauseabundo.

Nos limites do ódio

Se não me engano, estamos entrando no que o filósofo René Girard chamava de "rivalidade não-objetal" - a fase de um conflito onde o ódio entre rivais já se tornou tão intenso que o objeto inicial da disputa (um processo eleitoral, por exemplo) perde a relevância e a única coisa realmente importante passa a ser o crescente desejo de derrotar, humilhar, espezinhar - ou até eliminar - o "inimigo". É a antessala do caos, quando nossa própria fúria sai de controle e fazemos coisas das quais nos arrependeremos, desencadeando uma espiral crescente de retaliações mútuas cada vez mais agressivas. A única saída é evitar o ódio, a começar pelo ódio que habita em nós mesmos. Como extinguir o ódio do adversário se não conseguimos controlar o ódio dentro de nós mesmos? Evitemos palavras, gestos e até pensamentos raivosos. Não, não é nada fácil; mas é necessário.


"Buscar dentro o que não vem de fora. Reformar-se primeiro, sempre" - me disse um grande amigo.

Marina triunfante

Nunca votei em Marina, mas acho que ela sai engrandecida dessas eleições, pois conseguiu ser humilde e altiva ao mesmo tempo, manifestando seu apoio a Haddad de modo digno, sem rancor, nem subserviência. Grandeza moral não se mede por votos.

Pesadelos 5

Havia um poço. Sinistro, sombrio, profundo. Uma fila se formava à beira do poço. Uma fila longa, com milhões de homens e mulheres. Tentei ver onde acabava a fila, mas ela ia além, muito além do horizonte. As pessoas da fila traziam o semblante irritado. Chegando à beira do poço, cada pessoa olhava para o fundo, estampava no rosto um sorriso feroz, se atirava de cabeça e desaparecia dentro do poço. Uma por uma, cada pessoa se atirava, chegando sua vez. Algumas emitiam histéricas gargalhadas, enquanto caíam. Eu tentava alerta-las: argumentava, falava, implorava, gritava. Não adiantava. Se faziam de surdas. Queriam se atirar no poço. E estavam felizes assim.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Pesadelos 4

Eu era um tucano. Voava livre, num céu repleto de araras, papagaios, garças, tuiuius, sabiás, curiós. Voávamos e cantávamos alegremente. Subitamente, de todos os lados, fomos cercados por sombrios urubus, carregando vastas redes. Todos nós caíamos aprisionados. Com ágeis tesouras os raivosos urubus mutilavam nossas asas. Amordaçavam nossos bicos e nos trancavam em apertadas gaiolas. Não havia mais vôo, canto ou liberdade. Apenas lágrimas, sangue e um silêncio esmagador. Foi então que ressoou a gargalhada sinistra e demente do Urubu-Rei...