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Mostrando postagens com marcador Top 3 - Humor. Mostrar todas as postagens
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sábado, 12 de novembro de 2016

Fundamentos da religião Capetalista

"O Capetalismo é uma religião fundada na Europa por volta do século XV.

Seu principal patriarca é Jacó Fugger (1459-1525), mas o maior profeta da religião foi Adão Smith, o primeiro a testemunhar a ação providencial da Mão Invisível, como mostra o Novíssimo Testamento. Friedman é seu teólogo mais popular atualmente; ele redigiu a Concordata do Estado Mínimo, ratificada no Segundo Concílio de Wall Street. Uma das mais perigosas heresias capetalistas foi liderada pelo autointitulado profeta João Keynes, mas se encontra hoje em vias de extinção. 

Atualmente o Capetalismo possui inúmeras denominações; as denominações mais comuns no Brasil são Santander, Bradesco e Itaú. O partido brasileiro PMDB sofre constantes acusações de misturar política com a pauta religiosa capetalista, porém sua principal liderança atual segue, na verdade, o Satanismo. 

A religião capetalista adora a Diabólica Trindade composta pelos ídolos Jurus, Lucrus e Efitientia. Nos tempos da Revolução Industrial essas divindades eram apaziguadas pelo sacrifício de criancinhas em minas de carvão, mas a liturgia atual costuma ser celebrada em altares conhecidos como 'caixas eletrônicos', onde são costumeiramente imolados trabalhadores (adultos). Os principais teólogos capetalistas defendem a escravidão por dívidas como prática meritória. O Capetalismo é praticado em templos denominados 'bancos'. 

Existem capetalistas praticantes e não-praticantes: os primeiros costumam ser identificados como 'ricos', enquanto os segundos são conhecidos como 'pobres'. No entanto, muitos 'pobres' costumam se identificar como 'classe média'. A principal peregrinação capetalista é a viagem à Disneylândia; muitos jovens brasileiros costumavam cumprir essa obrigação como rito de passagem, ao completar 15 anos de idade, mas essa prática se torna cada vez menos comum. 

O principal festival capetalista chama-se Natal, data comemorativa derivada de uma religião mais antiga, conhecida como Cristianismo, cujo fundador certa vez teria dito: 'É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus'". 

(Extraído de Marx Wermer, A ética capetalista e o espírito do neoliberalismo)

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Chega de ABOLICIONISMO! (Humor)

Respeito a opinião desses abolicionistas, mas não concordo. Quer abolicionismo? Vai pra Inglaterra. Não tenho nada contra a liberdade dos pretos, mas escravo honesto é aquele que trabalha, se esforça, poupa dinheiro e compra alforria com o suor do rosto. Se sair assim dando liberdade pra escravo, esse povo não valoriza: tem que conquistar, tem que merecer. Meu bisavô era escravo e não teve essas molezas.

Eu rio muito com esse pessoal abolicionista-caviar: fica aí criticando, mas aproveita os benefícios da escravidão... Concordo muito com aquele cara que dizia que quem não foi abolicionista antes dos 20 não tem coração, mas quem continua abolicionista depois dos 30 não tem cérebro. Acho esse negócio lindo na teoria, mas queria ver na prática. Esse pessoal quer acabar com a escravidão, mas depois quem vai arrumar senzala pra todo mundo? Querem demonizar o fazendeiro, mas é a fazenda que gera riqueza para a nação e beneficia todo mundo - inclusive o escravo, que tem teto e comida. O maior prejudicado pelo abolicionismo é o próprio escravo.

Enfim, essa ideia de liberdade para todos funciona lá na Europa, mas o brasileiro não tem educação pra isso...

Família tradicional brasileira saindo para passeio.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Uma breve História da civilização ocidental... segundo meus alunos - Humor

Prof. Luiz Fabiano de Freitas Tavares

Devemos começar o texto a partir de certas reflexões metodológicas. Inicialmente, a História é conhecimento dos mais questionáveis, uma vez que ninguém estava lá para contar. Ainda assim, podemos conhecer parcialmente o passado, pesquisando em meios confiáveis como a Internet ou assistindo filmes e novelas[1]. Deve-se observar, todavia, que alguns especialistas afirmam que a História propriamente dita só começou em meados do século XX, uma vez que até então não existia televisão, e nada que aconteceu antes pode ser considerado histórico ou importante, dada a impossibilidade de sua transmissão televisiva[2].
Alguns dizem que no começo, havia apenas Adão e Eva. Outros sustentam que os homens surgiram do macaco, e eram semelhantes a minotauros, pois tinham corpo de homem e cabeça de índio. De qualquer forma, o fato é que os homens pré-históricos viviam felizes, falando uga-uga e caçando dinossauros (ou, de vez em quando, sendo caçados por eles). A Pré-história foi marcada pela criação de espantosos instrumentos, como a bicicleta de pedra com rodas quadradas ou os automóveis propulsionados pelos pés dos passageiros[3]. Além disso, eles tinham o exótico hábito de andar pelados no ônibus cheio, esfregando-se uns nos outros[4].
Contudo, esse estilo de vida harmonioso estava ameaçado por perigos vindos do espaço sideral. Repentinamente, um meteoro caiu do espaço, arrasando com os dinossauros e deixando os humanos em profunda tristeza. Algum tempo mais tarde, os extraterrestres viriam transformar inteiramente a vida na terra.
Os alienígenas chegaram sem aviso prévio, em discos voadores, fundando uma civilização no Egito antigo. Os antigos egípcios tinham um rei chamado Faroeste, e todos eram seus escravos. Os seres de outro planeta construíram pirâmides grandiosas e criaram múmias amaldiçoadas que andam com as mãos esticadas e atacam aqueles que encontram pelo caminho. Hoje, felizmente, todas estão mortas e ficam nos museus. Também é importante salientar que os egípcios chamavam suas rainhas de cleópatras.
Outro povo que se destacou na época foram os gregos. A principal cidade da Grécia era Esparta, lar dos espartalhões, que, com um exército de apenas trezentos bravos soldados enfrentou as tropas de Xerxes, um cara do Mal. Deve-se destacar ainda a figura de Alexandre, o Grande, que se tornou notória por sua homossexualidade, sabendo-se muito pouco sobre seus demais feitos, embora alguns de nossos especialistas afirmem que ele era gay, mas era muito forte[5].
Esses povos costumavam ter muitos deuses, forma de religião conhecida como poloteísmo. No entanto, um dia, Zeus, o chefe deles, depois de consulta com uma numeróloga, passou a se chamar Deus, levando à extinção dos demais deuses e ao surgimento do monoteísmo.
Apesar das evidentes conquistas da civilização, as pessoas dessa época padeciam de um grave mal, Deus ainda não inventara um método eficiente para a alma subir. Para tanto, ele fez nascer Jesus Cristo, filho de um humilde carpinteiro, José Cristo e sua esposa, Maria Cristo. Após o padecimento de Jesus Cristo na cruz, Deus finalmente solucionara o problema da subida das almas.
O triste episódio da crucificação seria acompanhado pela malhação de Judas, o homem que havia mandado matar Jesus. Judas foi enforcado e espancado pelos apóstolos de Jesus, dando origem a uma célebre tradição. Jesus foi morto numa sexta-feira, 13 de outubro, de modo que todo dia 13 de outubro cai numa sexta-feira[6]. Contudo, Jesus deixava descendentes, pois tinha se casado com Maria Madalena (presumivelmente Maria Madalena Cristo em seu nome de casada) e teve muitos filhos com ela, embora esses filhos devam estar muito velhos atualmente.
Esse período de amplo florescimento da cultura ocidental seria interrompido pelas invasões das tribos bárbaras, como os Gordos ou os Frangos, iniciando a Idade Média, período assim denominado devido à estatura mediana da população. Existem, contudo, divergências, e alguns especialistas acreditam que o nome se deve ao fato de a Idade Média não ter sido nem muito longa, nem muito curta, logo tendo uma duração média. Deve-se destacar a importante atuação do imperador Carlos Morgan na expansão do reino dos Frangos. Essa época veria também o surgimento de estranhas criaturas, como dragões, fadas ou bruxas, embora a maioria dos dragões tenha se tornado extinto pela caça predatória dos cavaleiros.
Ao fim da Idade Média temos o surgimento da Idade Moderna. Nesse período se iniciariam as grandes navegações, graças à invenção dos navios a vela, apesar dos riscos da última se apagar durante a viagem. Esse movimento seria tragicamente marcado pela guerra entre os índios e os humanos, uma vez que os últimos detinham tesouros cobiçados pelos primeiros. Apesar disso, os humanos venceram a guerra. A primeira coisa que fizeram foi vestir os índios; a segunda, escravizá-los.
No século XVIII surgiria o movimento filosófico do Ilusionismo, cabendo salientar as significativas contribuições do célebre filósofo Voltará. Acredita-se que Voltará se correspondia com Rolsseao por e-mail ou MSN. É certo, contudo, que ambos tinham adicionado Condorcete no Orkut. Os pensadores ilusionistas eram capazes das mais sofisticadas reflexões e das maiores proezas da prestidigitação. Não à toa, num piscar de olhos, eles realizaram o mais fabuloso truque de mágica: transformaram a Idade Moderna em Idade Contemporânea.
Não há muito que dizer sobre a Idade Contemporânea, exceto que nela aconteceu uma grande guerra contra os nazistas e Hifler, que, tal como Xerxes, eram caras do Mal. A guerra foi vencida pelos caras do Bem quando lançaram uma bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima. Na verdade, seu alvo era Tóquio, mas havia grande nevoeiro e os pilotos do avião erraram o alvo. Por fim, os caras do Mal “peidaram na farofa”, servindo-nos da perspicaz observação do insigne David.
Embora seja algo que escape ao puro rigor acadêmico, concluímos esse trabalho falando sobre o futuro, citando as profecias de São Rodolfo de Quintino:
Você acredita que Jesus vai voltar? Jesus vai voltar, e quando ele voltar vai ser muito sinistro. Vai começar geral morrendo, as parada explodindo, os carro tudo batendo! E quem tiver feito m...., tá f......., os traficante, os ladrão, essas p..... toda. É, neguinho, quando Jesus voltar, o bagulho vai ficar neurótico[7]!


[1] Como observa J. Pedro, podemos citar como bom exemplo de novela com temática histórica, Os mutantes.
[2] Devemos essas brilhantes conclusões às brilhantes pesquisas de M. Jesus.
[3] Sobre essas invenções consultar LANTZ, Walter. Pica-pau e HANNAH, John e BARBERA, Joseph. Os Flinstones.
[4] Sobre essas orgias pré-históricas no sistema de transporte coletivo, recomendamos os recentes trabalhos de I. Fernandes.
[5] Cf. MILLER, Frank. 300 e os recentes estudos de outros especialistas.
[6] Embora essa observação seja claramente contraditada pelos fatos é obsessivamente defendida pelos trabalhos de H. Vinícius.
[7] O texto foi objeto de censura em algumas partes, dadas as peculiaridades do discurso de São Rodolfo de Quintino, pouco afeito às práticas proféticas convencionais, visando a preservação do decoro acadêmico. Deve-se destacar ainda as evidentes dificuldades do ilustre profeta em dominar o uso de qualquer forma de concordância verbal ou nominal.