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Mostrando postagens com marcador China. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Paranoia pandêmica

Relato de uma conversa presenciada por um amigo: 

Meus queridos, acompanhando aqui o vigésimo terceiro minuto de um debate a respeito do futuro da humanidade...

Resumidamente, a pandemia foi um grande plano das famílias mais poderosas do mundo para jogar a humanidade no caos e ampliar o seu domínio sobre o planeta.

O objetivo final dessa etapa do plano é convencer/obrigar a maior quantidade de pessoas a se vacinar, implementando dispositivos de leitura orgânicos para ampliar o controle sobre as populações.

Tudo isso representa uma etapa preliminar e preparatória para o golpe final, que visa a implantação da NOM (Nova Ordem Mundial), onde todos os dados do mundo, desde dados bancários até registros civis e profissionais, serão deletados por ordem dessas famílias mais ricas, sob a desculpa de sucessivos ataques hackers

O grande comandante dessa operação seria o fundador do Fórum Econômico Mundial, que tem áudios e vídeos espalhados pela internet confirmando a veracidade de todas essas informações 

A ideia é implementar a NOM em meio ao caos absoluto e à anarquia decorrente desse apagão global de dados, a partir de uma aliança entre essas famílias mais ricas (essencialmente anticristãs e antissemitas) e a China, impondo ao mundo, a partir de então, a ditadura do ateísmo e do esquerdismo, que nos levará para a perdição definitiva...



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A tolice da guerra



“Matar um homem é ser culpado de um crime capital, matar dez homens é multiplicar a culpa por dez, matar cem homens é multiplicá-la por cem. Isso todos os governantes da Terra reconhecem e, no entanto, quando se trata do maior crime – travar a guerra contra outro Estado - , eles o louvam!
É claro que eles não sabem que isso é errado, pois registram tais feitos para serem legados à posteridade; se soubessem que estavam errados, por que desejariam registrá-los e legá-los à posteridade?
Se um homem, ao ver um pouco de preto, dissesse que aquilo é preto, mas ao ver grande quantidade de preto dissesse que é branco, estaria claro que esse homem não podia distinguir preto e branco. Ou, se esse homem provasse algumas coisas amargas e as declarasse doces, ele seria claramente incapaz de distinguir entre doçura e amargor. Portanto, aqueles que reconhecem um pequeno crime como tal, mas não reconhecem a perversidade do maior crime de todos – a guerra contra outro Estado – mas na verdade o elogiam -, não podem distinguir o certo e o errado. Logo, quanto a certo ou errado, os governantes do mundo estão confusos”.
Mozi, pensador chinês do século V a.C.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Legados

Extrato do livro L`Anthropologie face aux problèmes du monde moderne, de Claude Lévi-Strauss

"Há dois ou três séculos, a civilização ocidental se dedicou principalmente ao conhecimento científico e suas aplicações. Se adotarmos esse critério, faremos da quantidade de energia disponível per capita o índice do grau de desenvolvimento das sociedades humanas. Se o critério fosse a aptidão para triunfar sobre meios geográficos particularmente hostis, os Esquimós e os Beduínos levariam os louros. A Índia soube melhor que nenhuma outra civilização elaborar um sistema filosófico e religioso capaz de reduzir os riscos psicológicos de um desequilíbrio demográfico. O Islã formulou uma teoria da solidariedade de todas as formas de atividade humana: técnica, econômica, social e espiritual, e sabem que lugar proeminente essa visão do homem e do mundo permitiu aos árabes ocupar na vida intelectual da Idade Média. O Oriente e o Extremo-Oriente possuem sobre o Ocidente uma dianteira de vários milênios em tudo que diz respeito às relações entre o físico e o moral, e à utilização dos recursos dessa suprema máquina que é o corpo humano. Atrasados nos planos técnico e econômico, os [aborígenes] Australianos elaboraram sistemas sociais e familiares de tão grande complexidade que para compreendê-los é necessário apelar a certas formas da matemática moderna. Podemos neles reconhecer os primeiros teóricos do parentesco.

A contribuição da África é mais complexa, mas também mais obscura, pois nós apenas começamos a compreender o papel de melting pot que ela desenvolveu no Mundo Antigo. A civilização egípcia é inteligível apenas como obra comum da Ásia e da África. E os grandes sistemas políticos da África antiga, suas contribuições jurídicas, seu pensamento filosófico durante muito tempo oculto aos ocidentais, suas artes plásticas e sua música são outros tantos aspectos de um passado muito fértil. Pensemos enfim nas múltiplas contribuições da América precolombiana à cultura material do Velho Mundo. Em primeiro lugar, a batata, a borracha, o tabaco [sic] e a coca (base da anestesia moderna), que, a diversos títulos, constituem quatro pilares da civilização ocidental; o milho e o amendoim, que revolucionaram a economia africana antes mesmo de serem conhecidos na Europa e, para o milho, de lá se espalhar; em seguida, o cacau, a baunilha, o tomate, o abacaxi, a pimenta, várias espécies de feijões, algodões e cucurbitáceas. Enfim, o zero, base da aritmética e, indiretamente, da matemática moderna, era conhecido e utilizado pelos maias ao menos meio milênio antes de sua descoberta pelos índios que o transmitiram à Europa por intermediação dos árabes. Por essa razão, talvez, o calendário maia era, em época igual, mais exato que aquele do Velho Mundo".

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Uma fábula chinesa

Esta semana li uma belíssima antologia de fábulas chinesas, em tradução de Sérgio Capparelli e Márcia Schmaltz. Transcrevo aqui uma que me pareceu muito interessante...

"O Velho louco que removeu as montanhas" - Liezi

Perto das montanhas Taihang e Wangwu, vivia um velho de noventa anos que todo mundo achava louco. Ele tinha uma ideia fixa, a de remover as montanhas da frente de sua aldeia e levá-las para outro lugar. Ninguém acreditou que ele fosse fazer isso.

Certa noite todos foram dormir tranquilos. No dia seguinte, o velho louco acordou bem cedo e disse novamente que iria remover as duas montanhas, para abrir um caminho até Hanying, onde os agricultores iam vender seus produtos no mercado.

Ele começou a encher um cesto com pedras e, pouco depois, passou perto de sua casa com a carga nas costas.

Sua mulher perguntou: - Onde vai jogar a montanha?
-No mar Bohai.

Logo seu filho e seus três netos foram trabalhar com ele. Juntos quebravam as pedras, tiravam a terra, enchiam com ela os cestos e iam jogá-los no mar Bohai. Até o filho de sete anos da viúva que nascera depois da morte do vizinho, veio ajudá-los. Eles trabalhavam de domingo a domingo, de primavera a primavera, voltando para casa apenas uma vez por ano.

Mesmo algumas pessoas que não acreditavam que fosse possível tirar as montanhas do lugar se dispuseram a ajudar o velho louco. Primeiro sua mulher e seus outros filhos. Depois os vizinhos, e os vizinhos de seus vizinhos. Mais tarde acharam, sim, que a montanha tinha de dar passagem até Hanying.

Um sábio que vivia na curva do rio tentou dissuadi-lo daquela loucura.
-Deixa de ser doido. Um homem velho e fraco como você, incapaz de carregar um saco de areia, vai remover duas montanhas para mudá-las de lugar?

O velho deu um suspiro. Olhou para a montanha, olhou para o mar Bohai, lá longe, como se calculasse quanto tempo faltava para terminar o trabalho, e disse:
-Se eu morrer, eu deixo o meu filho, e o filho do meu filho, o filho do meu neto, o filho do filho do meu neto. Já as montanhas, não crescem mais, nem aumentam de tamanho. Por isso eu vou continuar meu trabalho.

O sábio da curva do rio não soube o que responder.