Acabo de escrever o texto abaixo como consultoria para uma revista infantil, respondendo à pergunta de um leitor de oito aninhos!
Como surgiu a primeira família do mundo?
É impossível saber qual foi a primeira família do mundo, pois as primeiras sociedades humanas ainda não haviam inventado a escrita. Na verdade, como os bebês humanos nascem muito frágeis, na maioria dos lugares e épocas os grupos de seres humanos se organizaram de diferentes maneiras para cuidar das crianças. Existem e existiram muito modelos de família, como a monogamia (onde há uma esposa e um marido), poligamia (várias esposas e um marido) ou poliandria (vários maridos e uma esposa). Em algumas culturas da África e da Oceania, o tio e a mãe são responsáveis pela educação das crianças, enquanto o pai tem pouquíssima autoridade sobre os filhos. Na Roma e na Grécia arcaicas os pais mandavam nos filhos mesmo depois de adultos e até podiam vendê-los como escravos, se quisessem! A maioria das mitologias e religiões possuem um "primeiro casal", fundador da humanidade. No caso das religiões cristãs, a Bíblia diz que Adão e Eva foram os primeiros humanos, pais dos "brigões" Abel e Caim.
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quinta-feira, 21 de abril de 2016
Famílias tradicionais
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sexta-feira, 18 de setembro de 2015
O Cidadão de Bem
O cidadão de bem espanca (supostos) criminosos até a morte.
O cidadão de bem não gosta de arrastão na praia.
O cidadão de bem ataca o ônibus dos "cidadãos de mal".
O cidadão de bem fuma em espaços para não-fumantes.
O cidadão de bem joga guimbas de cigarro na rua.
O cidadão de bem dirige em alta velocidade e reclama da "indústria da multa".
O cidadão de bem avança os sinais.
O cidadão de bem faz bandalha no trânsito.
O cidadão de bem dirige alcoolizada (só para ir "ali pertinho").
O cidadão de bem puxa arma em briga de trânsito.
O cidadão de bem paga a cervejinha do guarda.
O cidadão de bem é trabalhador, mas ameaça as pessoas em qualquer discussão.
O cidadão de bem desrespeita os professores do filho.
O cidadão de bem mexe com as mulheres na rua, tirando as "moças de família".
O cidadão de bem compra DVD pirata.
O cidadão de bem traz muamba de Miami.
O cidadão de bem sonega impostos.
Tendo o cidadão de bem, quem precisa de criminosos?
O cidadão de bem não gosta de arrastão na praia.
O cidadão de bem ataca o ônibus dos "cidadãos de mal".
O cidadão de bem fuma em espaços para não-fumantes.
O cidadão de bem joga guimbas de cigarro na rua.
O cidadão de bem dirige em alta velocidade e reclama da "indústria da multa".
O cidadão de bem avança os sinais.
O cidadão de bem faz bandalha no trânsito.
O cidadão de bem dirige alcoolizada (só para ir "ali pertinho").
O cidadão de bem puxa arma em briga de trânsito.
O cidadão de bem paga a cervejinha do guarda.
O cidadão de bem é trabalhador, mas ameaça as pessoas em qualquer discussão.
O cidadão de bem desrespeita os professores do filho.
O cidadão de bem mexe com as mulheres na rua, tirando as "moças de família".
O cidadão de bem compra DVD pirata.
O cidadão de bem traz muamba de Miami.
O cidadão de bem sonega impostos.
Tendo o cidadão de bem, quem precisa de criminosos?
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
O mal-estar da classe média
Dedicado a Fred Oliveira e Roger Marques
Coisa curiosa, a classe média - especialmente a classe média "de esquerda", que adora enxovalhar... a própria classe média. Ou a "classe mérdia", como gostam de dizer enquanto pregam a consciência... "de classe". Mas consciência de classe alheia - se arrogam o título de procuradores políticos do povão, enquanto os pobres, geralmente, aspiram subir à classe média - ou simplesmente querem ficar ricos, de preferência jogando futebol. Duvida? Entreviste uns 20 alunos de escola municipal.
Já dizia Joãozinho Trinta: quem gosta de pobreza é intelectual; pobre gosta é de luxo. Aliás, intelectual gosta da pobreza dos outros; morar na favela que é bom... Vista de longe, bem longe, a pobreza é uma coisa admirável.
Nesse sentido, os "pensadores" [?!] reacionários têm alguma dose de razão quando criticam a "esquerda caviar" ou a "esquerda festiva".
Quando vejo proprietários ou herdeiros de imóveis fazendo mochilão na Europa e apedrejando a "classe mérdia", penso em, sei lá... telhados de vidro?
Felizmente, vivemos numa época em que qualquer um consegue se dizer oprimido por algo ou alguém. A não ser que você seja homem, branco e heterossexual - a epítome da opressão.
Cá entre nós, acho que esse pessoal podia buscar construir uma identidade como trabalhadores de classe média...
Coisa curiosa, a classe média - especialmente a classe média "de esquerda", que adora enxovalhar... a própria classe média. Ou a "classe mérdia", como gostam de dizer enquanto pregam a consciência... "de classe". Mas consciência de classe alheia - se arrogam o título de procuradores políticos do povão, enquanto os pobres, geralmente, aspiram subir à classe média - ou simplesmente querem ficar ricos, de preferência jogando futebol. Duvida? Entreviste uns 20 alunos de escola municipal.
Já dizia Joãozinho Trinta: quem gosta de pobreza é intelectual; pobre gosta é de luxo. Aliás, intelectual gosta da pobreza dos outros; morar na favela que é bom... Vista de longe, bem longe, a pobreza é uma coisa admirável.
Nesse sentido, os "pensadores" [?!] reacionários têm alguma dose de razão quando criticam a "esquerda caviar" ou a "esquerda festiva".
Quando vejo proprietários ou herdeiros de imóveis fazendo mochilão na Europa e apedrejando a "classe mérdia", penso em, sei lá... telhados de vidro?
Felizmente, vivemos numa época em que qualquer um consegue se dizer oprimido por algo ou alguém. A não ser que você seja homem, branco e heterossexual - a epítome da opressão.
Cá entre nós, acho que esse pessoal podia buscar construir uma identidade como trabalhadores de classe média...
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