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Mostrando postagens com marcador Humor. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

"Essa cidade acabou"

Curioso relato de um amigo retratando um bucólico momento do cotidiano carioca

Acabo de passar por uma fascinante experiência almoçando em um restaurante  numa mesa ao lado de um casal de policiais, aparentemente de folga, assistindo e comentando (em voz média) o noticiário do RJTV. 

Durante a reportagem sobre uma onda de assaltos em Copacabana, a policial começou reclamando que agora vai ter que ir todo mundo pra Copacabana "só por conta desses trombadinhas mortos de fome que não conseguem ficar sem roubar pra cheirar e fumar uma porra de um dia."  - sendo prontamente apoiada pelo parceiro, que faz o importante complemento:  "mas vai a gente endurecer pra esses merdas pra ver o que acontece? É só sumir 2 ou 3 desses cracudos que no dia seguinte tem ONG fazendo protesto no Jornal Nacional." Talvez emocionada com o apoio do conje, a policial arremata que "Resolver isso aí é fácil, mas se acabar a bandidagem vai ter muito playboy filho de artista sem emprego". 

As coisas se acalmam, voltam a comer mais tranquilamente, mas aí começa uma reportagem mostrando diversos PMs distraídos ao celular em turnos de patrulha. Aí já foi demais... Ela, indignada, reclama: "Agora é o que faltava... Querem que a gente fique de prontidão por cinco, seis horas, sem fazer nada!! Esse pessoal acha mesmo que a gente tem obrigação de resolver os problemas dessa merda de cidade?!" Fala forte, devidamente complementada pelo amado: "O problema é que a gente não pode dar um apavoro nesses jornalistazinhos de merda. O endereço deles todo comandante tem, mas ninguém tem coragem pra dar a ordem. Por isso que a gente é desrespeitado. Vê se nos EUA alguém enquadra policial desse jeito?!" 

Já se preparando pra irem embora, a conja solta um "Essa cidade acabou. Tem mais jeito, não. Aqui, bandido é herói e policial é vilão."

Toda distopia é a utopia de alguém...


terça-feira, 3 de outubro de 2023

Guarani Taradão - Literatura pelo método confuso

-O Guarani era taradão, né, Professor?

-O Guarani...?!

-O professor de Literatura é que disse; o Guarani só pensava em sexo!

- Será que você não está falando do Macunaíma, de Mário de Andrade?

-Ah, é! Acho que era esse aí...

Errou o índio, mas pelo menos estava atento à aula de Literatura...

"Ceci n'est pas Peri".





sábado, 30 de setembro de 2023

Brasil - Distopia da distopia

Ficções distópicas costumam imaginar regimes políticos opressivos onde a alta tecnologia é posta a serviço da vigilância da população sob os mais variados aspectos, estabelecendo intoleráveis sistemas de controle social.

Em uma autêntica distopia à brasileira os avançados sistemas de vigilância seriam adquiridos a preços superfaturados e apenas parcialmente instalados (fora do prazo, de preferência). O equipamento instalado seria parcamente supervisionado, por falta de pessoal, empregando mão-de-obra precarizada. Finalmente, o custoso equipamento logo deixaria de funcionar, por falta de manutenção. De resto, as autoridades em nossa distopia brasileira estariam mais interessadas em coletar propinas que em realmente vigiar a população...

Gambiarra panóptica


terça-feira, 29 de agosto de 2023

A inexorável marcha do tempo


Como meus alunos perguntando sobre um tipo de disco "velhão", supostamente da época da II Guerra, usado para passar filmes - custei a entender que o artefato em questão era o DVD...

domingo, 5 de fevereiro de 2023

Riddle me this

Can a bat fly twice at the same city? Bat and city are never the same. Sameness is in the eye of the beholder - but does the same eye see the bat twice?



sábado, 7 de janeiro de 2023

Virtuosismo apático

Em algumas pessoas, a apatia pode ser uma virtude. Nada mais perigoso que um tolo com iniciativa - o que se inicia em tolice pode acabar em tragédia. Conhecemos muito bem as desgraças cometidas pela imprudência ativa, mas jamais saberemos de quantos flagelos a humanidade foi poupada pela estupidez inativa. A grande marca de um virtuose da tolice apática é ser completamente desconhecido. Antes de reclamar da apatia alheia deveríamos ponderar sobre os prováveis benefícios proporcionados por semelhante conduta - afinal de contas, muito ajuda quem não atrapalha. 





segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Milagres de São Jair

Pequena lista para o processo de canonização, com ajuda do amigo Marcos Passini

- Uniu Lula e Alckmin;

- Fez Merval Pereira defender o Lula;

- Fez Hamilton Mourão defender transição pacífica e democrática;

- Fez uma catadora de papel entregar a faixa presidencial;

- Fez Lula chamar Sarney de "companheiro";

- Conseguiu fazer o pior governo de um país cuja história é repleta de péssimos governos.

domingo, 18 de dezembro de 2022

Omnia mutantur

Tarde, tarde, tarde.

Jair já vai.

Já foi. 

Já era.

Nem deveria ter sido. 

Tarde, tarde, tarde.



quarta-feira, 23 de novembro de 2022

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Chaves, Chapolim e as eleições de 2022

Em quem votariam os queridos personagens de Roberto Gomez Bolaños? 

Chapolim Colorado - Sempre atrapalhado e indeciso, Chapolim se deixa enganar facilmente. Votaria em Bolsonaro, depois mudaria para Lula, mas acabaria se atrapalhando com a urna e anulando, mas não daria o braço a torcer - "seus movimentos são friamente calculados".

Dr. Chapatim  - Adepto de terapias controvertidas e nada ortodoxas, o ilustre médico viraria entusiasta da cloroquina e votaria em Bolsonaro.

Jaiminho, o carteiro - Sempre evitando a fadiga, não pesquisaria melhor sobre as fake news recebidas via WhatsApp e decidiria votar em Bolsonaro. No dia da eleição não apareceria para votar - para evitar a fadiga, obviamente.

Godinez - Pragmático, decidiria o voto no cara-ou-coroa pouco antes de entrar na cabine eleitoral. Bolsonaro se desse cara, Lula se desse coroa - e nulo caso a moeda caísse de pé... Assobiando "Cielito Lindo", como de costume. Chamado pelo mesário, indagaria: "Mas por que eu, se eu não fiz nada?"

Pópis - Sempre ingênua, cairia na lábia de Michelle Bolsonaro; se o governo for ruim, é culpa da Serafina - "Feia, feia, feia"!

Nhonho - Perderia a hora de votar, pois pararia no meio do caminho para comprar uma melancia.

Dona Clotilde - Eternamente difamada como "Bruxa do 71", votaria em Lula, para evitar  perseguição por Damares Alves e proteger a vida de seu querido Satanás.

Professor Girafales - Apesar de certa arrogância elitista, Mestre Linguiça é ferrenho opositor de todo tipo de obscurantismo e truculência, defensor do método científico e da importância da educação para o futuro da sociedade; conhecedor de Botânica, valoriza a biodiversidade e reconhece a importância da Amazônia no combate às mudanças climáticas. Votaria em Lula (escondido de Dona Florinda).

Dona Florinda - Apoiaria Bolsonaro incondicionalmente, pois defende a família, a moral, os bons costumes e acredita na violência como melhor forma de lidar com a "gentalha". Morre de medo do Comunismo e do fim da propriedade privada, embora não seja proprietária sequer da casa que habita. Vive de pensão, mas apoia a reforma da Previdência. Dona de um pé sujo, mas acha que merece estar no Guia Michelin. Emoldurou e pendurou na parede um retrato de Sérgio Moro. Nem percebe que a conta na venda da esquina fica cada semana mais alta - e não por culpa do Seu Madruga!

Quico - Um menino de bom coração, mas não pensa com a própria cabeça, seguindo cegamente a opinião da mãe - votaria em Bolsonaro. Start-upeiro bancado pela mamãe, atribui o suposto sucesso de sua "Super de Quico" ao superministro Paulo Guedes.

Chiquinha - Esperta e sagaz, a pragmática defensora dos "direitos da mulher feminina" não teria dúvidas de que Lula é a melhor opção - mesmo não sendo grande coisa.

Seu Madruga - Constante vítima de arbitrariedades e violência, não poderia em sã consciência votar no candidato da "Valentona do 14". Seu Madruga aprende com as pancadas que a vida lhe dá e não pretenderia passar mais quatro anos de perrengue nas mãos de Bolsonaro - iria de Lula, com certeza.

Seu Barriga - Rico proprietário de imóveis, antenado na política internacional e entendido de economia, Seu Barriga jamais cairia nas lorotas e desculpas esfarrapadas de Paulo Guedes - o fracasso econômico brasileiro não é culpa da pandemia, da guerra e muito menos dos energéticos. Acostumado a lidar com dólares, sente saudades de Lula.

Dona Neves - Ativa defensora dos trabalhadores, vinculada a importantes grêmios como DNVR, UTPJ E APDF, Dona Neves jamais apoiará um presidente que diz que o trabalhador deve abrir mão de direitos se quiser emprego! 

Chaves - Não entende nada de política, mas lembra que na época de Lula o desjejum era mais farto na casa de Seu Madruga. Bolsonaro nem pensar!



quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Ciborgue Gospel

Essa noite sonhei que havia um pastor evangélico matando "comunistas" nas ruas do Méier. 

O detalhe mais interessante é que ele não tinha uma arma de verdade. Ele fazia o gesto de arminha do Bolsonaro e disparava da ponta do dedo. Quase um ciborgue gospel.

Muito emblemático, em todo caso. Teria potencial cinematográfico.

sábado, 30 de abril de 2022

Made in Brazil

Até os preconceitos costumam ser importados no Brasil. Imitação é a grande especialidade nacional - e quanto mais barata, melhor. 

quarta-feira, 27 de abril de 2022