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sábado, 26 de novembro de 2016

Autoconhecimento com Star Wars

Em muitos momentos sou como Luke Skywalker: sonhador, nobre, intuitivo e vagamente hiperativo.

Outras vezes sou como Leia Organa: sabichão, impetuoso, Rebelde, sarcástico e secretamente inseguro.

Às vezes exercito meu lado Han Solo: mal humorado, sacana, um tanto cínico.

Também há a vertente Anakin Skywalker: agressivo, talentoso, vaidoso, ambicioso e tentado pelas sombras. Felizmente, o Jedi sempre retorna...

Também tenho minhas facetas C-3PO, Wicket e R2-D2: resmungão, fofo, infantil e barulhento.

Vivo em busca do meu Yoda anterior, mas me contentaria em chegar a Obi-Wan Kenobi (ou mesmo Qui Gon Jinn).

Na maior parte do tempo sou como Chewbacca: peludo, leal e cheio de vontade de arrancar braços... AAAAAHHHRRRR!!!!

Executando a célebre "Defesa de Tatooine" no Holochess.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Arte, vida e imitações

Acho que finalmente entendi: tem gente que assiste Star Wars torcendo pelo Império, pelos Sith, pela Primeira Ordem, pela Estrela da Morte... Deve ser o mesmo tipo de gente que torce pelo Sauron e pelo Voldemort. Prefiro os Ewoks, os Ents ou os elfos domésticos.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Batman, a Revolução Francesa e o preço da violência

Quando vi "The Dark Knight Rises" pela primeira vez fiquei muito decepcionado com o filme, que não chegou sequer aos pés dos dois anteriores. Há duas semanas resolvi assisti-lo novamente, mas dessa vez o filme me sensibilizou de outra forma. O motivo? Nesse meio tempo visitei em Paris a "Conciergerie" - prisão onde ficaram os presos políticos da Revolução Francesa.

Numa das salas da Conciergerie é possível consultar os nomes e categoria de todos aqueles que foram condenados à guilhotina durante a Revolução Francesa e estiveram presos ali. O que mais me impressionou foi a multidão de condenados vindos das camadas mais baixas da sociedade, artesãos e camponeses. Apenas uma ínfima parte dos guilhotinados pertencia à aristocracia. A Revolução, feita em nome "dos pobres", como gostava de dizer Robespierre, matou principalmente esses mesmos pobres...

Em nome da segurança da República, a mesma República se tornava insegura para cada um de seus cidadãos, vulneráveis às denúncias maliciosas, aos processos sumários e à paranóia generalizada. No fim, como se sabe, os próprios líderes se tornaram vítimas da fúria que desencadearam.

Fiquei pensando sobre como adotar o caminho da violência para a mudança social pode ser algo realmente trágico. A tormenta logo se torna incontrolável, consumindo a tudo e todos, numa voragem insana. É justamente esse clima de pesadelo que a "revolução" conduzida em Gotham City por Bane no último filme de Batman consegue evocar. As falas do personagem ecoam justamente certo moralismo falacioso contra a corrupção que fazem pensar o quanto os discursos políticos banalizadores são perigosos. Por sinal, segundo o diretor Chris Nolan, o roteiro foi originalmente inspirado em "Um conto de duas cidades", de Charles Dicken, narrativa passada na Revolução Francesa.

Creio que o maior desafio para o nosso século será a busca de meios pacíficos para superar o marasmo político em que nos encontramos. O preço da violência é muito alto, por mais sombria que seja a situação.