Já consegui 5,5 votos para o Freixo - 0,5 significa uma pessoa que
votaria nulo com certeza, mas convenci a pensar no Freixo como
alternativa viável. Por outro lado, consegui 2 "antivotos" para
Crivella: duas pessoas que estavam na dúvida entre nulo e o bispo, mas
não votariam em Freixo de jeito nenhum. Consegui convencê-las de que
Crivella nem pensar - 2 votos anulados que poderiam ir pra ele. É
possível. O diálogo sincero e respeitoso tem poder! Seguem algumas dicas
para abordar pessoalmente, mas que também servem para as redes sociais.
1) A ABORDAGEM
Pergunte, como quem não quer nada, se a pessoa já tem um candidato.
Essa sondagem preliminar deve ser cuidadosa. Esse diagnóstico é MUITO
importante: OUÇA o que a pessoa tem a dizer e tente responder com
argumentos adequados a cada situação. Você sabe o quanto o discurso
automático e repetitivo em estilo telemarketing é desagradável. Você
perceberá que há 6 perfis de eleitores nesse segundo turno:
a)
Decidido pelo Freixo - Movido pela esperança. Nem precisa fazer nada!
Parabenize, troque ideias, e se possível, forneça bons argumentos e
informações úteis, que esse eleitor poderá usar com outras pessoas.
b) Indeciso tipo 1 (entre Freixo ou Nulo) - Entre a esperança e a
desconfiança. Esse eleitor se sente inseguro e desconfiado,
traumatizado com tantas frustrações políticas. Ele quer ter esperanças.
Seja sincero. Diga que você não bota a mão no fogo pelo Freixo ou pelo
PSOL (eu não boto), mas que vale a pena apostar na candidatura. Lembre
que a democracia e a cidadania não acabam nas urnas, que as propostas de
Freixo são boas e cabe ao cidadão cobrar que ele as cumpra, caso eleito.
Lembre a ele que o assunto é sério e a abstenção dele poderá ajudar a
vitória de Crivella.
c) Indeciso tipo 2 (entre Freixo, Crivella
ou Nulo) - Ponderado; aguarda bons argumentos para tomar sua decisão.
Provavelmente esse eleitor repudia os valores representados pela
candidatura de Crivella, mas também não confia em Freixo, temeroso de
que o PSOL vire "um novo PT". Também é possível que tenha ojeriza a
ambos candidatos. É um quadro particularmente delicado. Tente entender o
motivo de sua resistência a Freixo e responda com argumentos
consistentes. Caso seja impossível convencê-lo a votar em Freixo, opte
pela redução de danos, apontando bons motivos para não votar em Crivella
e convencendo a votar nulo. Um bom slogan para esse caso é "Crivella
nem pensar"!
d) Indeciso tipo 3 ( entre Nulo e Crivella) - Tem
medo de Freixo e desconfiança quanto a Crivella. É provável que esse
eleitor não se identifique com discursos de esquerda. Tem ojeriza e até
medo do Freixo. No entanto, como ele está na dúvida também significa que
tem pé atrás com o Crivella. Será quase impossível trazê-lo ao
esperançoso 50, mas com bons argumentos você pode levá-lo ao "Crivella
nem pensar". Mais um voto nulo; menos um voto para o bispo. Um pequeno
passo rumo à vitória. Um "nulo do bem".
e) Decidido pelo Crivella
- Tem medo do Freixo. Se identifica integral ou parcialmente com os
valores articulados pelo bispo. Não nutra esperanças de convencê-lo a
votar em Freixo. Se possível, tente levá-lo ao nulo. Esse eleitor pode
ser exaltado: evite partir pro bate-boca.
f) Indiferente - Não se
interessa por política e está MUITO cansado de frustrações. Tente
explicar que essa decisão é muito importante e afetará nossas vidas por 4
anos. Procure mostrar que há esperança e precisamos apostar numa boa
alternativa. Não insista demais - poderá irritá-lo e até incentivá-lo a
votar no Crivella.
2) A ATITUDE
Sua postura é importante e
pode aumentar ou diminuir a confiança do interlocutor em suas palavras,
informações e argumentos. Evite a polêmica doentia: política e eleições
são coisas importantes, mas existem valores ainda mais essenciais, como
amizade e família. Não se afaste de amigos e familiares por causa de
nenhum político ou partido - não vale a pena. Até os eleitores de
Bolsonaro têm coração...
a) Seja respeitoso - ninguém gosta de
ser tratado com ironia, sarcasmo, desdém ou grosseria. O respeito abre
portas e mentes. Mesmo que seu interlocutor fale os maiores absurdos e
reproduza os boatos mais estranhos, não perca a linha.
b) Não se
exalte - o descontrole emocional despertará desconfiança sobre seus
argumentos. Não caia no estereótipo do "esquerdista fanático e raivoso".
O mundo NÃO é um grande centro acadêmico. Xingar o Crivella não vai
ajudar. A raiva só vai fazer mal a você e ao seu ouvinte.
c) Ouça
calma e atentamente - democracia é diálogo e não existe diálogo sem
escuta. Você está numa conversa, não num palanque. Ouça com atenção e
tente respeitar e compreender os pontos de vista de seu interlocutor.
Evite interromper seu interlocutor enquanto ele apresenta seus pontos de
vista (isso é particularmente difícil para mim).
d) Não rotule - chamar o interlocutor de coxinha, reaça etc não trará nenhum bem. Democracia é diálogo, não julgamento.
e) Fale com humildade - muitos dos eleitores de Crivella ou indecisos
são pessoas com baixo grau de instrução ou cultura política precária.
Isso não é motivo de vergonha e você não deve menosprezá-lo por isso.
Tratá-lo com arrogância só fechará as portas às suas palavras.
3) OS RECURSOS
Use sabiamente suas informações e recursos de oratória.
a) As fontes - você pode adorar sites e páginas "superconfiáveis" de
esquerda, mas quase ninguém acompanha esses veículos de comunicação.
Além disso, a retórica usada por esses veículos geralmente só atinge os
"convertidos" - fora da sua "bolha" a maioria das pessoas não se
identifica com esses discursos. Preste atenção ao que os "jornalões"
andam dizendo: O Globo, Extra, O Dia, Folha, Estadão e até a Veja andam
repletos de informações comprometedoras sobre Crivella. Use, mas não
abuse: é provável que seu interlocutor confie nesses veículos, mas não
vale a pena estimular uma confiança cega neles apenas para eleger um
prefeito. Estimular a consciência crítica também faz parte da "missão" e
traz consequências importantíssimas a longo prazo. Queremos formar
cidadãos democráticos, não meros eleitores.
b) Não minta, nem
exagere - a manipulação inescrupulosa e o cinismo são males que devemos
extirpar da política, em nome de uma cultura democrática. Não vale a
pena se sujar por nenhum candidato ou partido. Além disso, não é
eficiente: as pessoas não são otárias e perceberão que você está falando
absurdos.
c) Tenha certeza de suas informações - se você não
estiver bem informado e falar alguma bobagem ou cometer algum equívoco
grave despertará desconfiança contra você, no momento mesmo em que
estiver falando ou quando a pessoa se informar melhor. Aliás, você está
fazendo campanha pelo Freixo de modo consciente ou está só seguindo a
moda? Reflita bem: talvez o "analfabeto político" seja... você! Se não
tiver certeza de alguma coisa, seja honesto e franco: o interlocutor
perceberá que você é uma pessoa ponderada e confiará mais em você.
d) Evite polêmicas estéreis - seu foco aqui são as eleições municipais.
Algumas pautas do PSOL são bastante polêmicas (eu mesmo discordo de
algumas delas); saliente aquilo que é relevante para ESSAS eleições,
lembrando quais são as atribuições do prefeito e tudo aquilo que o
Freixo NÃO pode fazer. Os rebeldes do Longistão e a luta dos humildes
pescadores Confinlandeses NÃO têm nada a ver com o 2º turno das eleições
do Rio. O "golpe" (sic) também não tem nada a ver.
e) Use
vocabulário e expressões simples - não fique falando "esquerdês" como um
autômato programado no DCE ou nas assembleias sindicais. Dizem as
lendas que cada vez que alguém usa o termo "burguês", Crivella ganha um
voto. Prefira argumentar com simplicidade e bom senso: nem todo mundo
leu Kant ou assistiu ao último filme de Ramahtinshadguptadrani. Nem todo
mundo curtiu "Aquarius". Eu nem quis ver.
f) Não insista -
algumas pessoas são teimosas e viram que o Freixo sacrifica criancinhas
num site ou um amigo contou que viu numa conversa do "zap". Você não
irá convencê-las do contrário, mas poderá apontar informações
conhecidíssimas sobre o Crivella, como sua aliança com Garotinho.
g) As propostas - Freixo tem um monte de propostas bacanas e sensatas.
Conheça bem algumas delas e apresente aquelas que parecerem mais
interessantes para o seu interlocutor, segundo sua categoria
profissional, religião, bairro onde mora etc.
h) Busque pontos em
comum - por mais que tenhamos posicionamentos políticos discordantes,
todo mundo tem alguma coisa em comum. Procure aquilo que aproxima você
do seu interlocutor e evite aquilo que os distancia. A conversa ficará
bem mais agradável para ambos e os resultados serão melhores.
i)
Fale com humor - ninguém aguenta aquelas catilinárias "esquerdistas"
cheias de palavras de ordem e (falsa) exaltação revolucionária. Tente
ser engraçado - até porque a política carioca é uma piada...
OBSERVAÇÃO FINAL: O diálogo não é meramente importante para a
democracia; a democracia É diálogo. Aprendendo a dialogar com respeito
construímos uma democracia melhor para todos nós.
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Madruga e Girafales: 2 professores
Texto do amigo Tiago de Souza - brilhante como sempre:
O dia dos professores passou. Como diria a Chiquinha: "Sim. E daí?!" Logo, vale a pena falar sobre essa cena que pra mim é um baita exemplo do "que fazer" e do que "não fazer" com o conhecimento e com o que tudo que se decide "passar" ao aluno. E serve para uma reflexão sobre o que é ser professor.
Ela é muito conhecida de quem gosta de Chaves, desde sempre me marcou muito e hoje, revendo tudo, algumas coisas fizeram sentido. Não, meu exemplo de professor ideal não é o Seu Madruga. Nem o Girafales. O que eu não entendia era porque ele estava falando sobre aquele assunto em uma sala de aula. Acho que depois de 14 anos dando aula (sim... Comecei novo no ofício) eu comecei a perceber que tanto o "utilitarismo" rasteiro do seu Madruga quanto o êxtase do prof. Girafales são importantes para um professor.
Durante toda a série o Girafales tenta ensinar aos alunos conteúdos que pra eles não fazem sentido. Claro que para um catecúmeno eles nunca fazem, mas é tarefa do professor organizar uma narrativa que faça sentido para eles. Seja um professor de História que está falando sobre as revoltas do Brasil Colônia seja um baterista que está falando sobre paradiddles. O problema do Girafales é que ele está mais preocupado com a "bagunça" dos alunos e não percebe que em todas as suas outras aulas eles estão atentos, quietos (claro que as vezes esporros são necessários...) e tentam compreender a importância e a utilidade de tudo o que está sendo transmitido. Por exemplo, no episodio sobre a "Chinfurínfula", Chaves vai fundo na pergunta: até onde vão os limites na arte? E quando a Chiquinha reclama que "já me bastam os problemas que tenho na vida" e o Nhonho chora porque "matou as Antilhas", o que temos são os alunos dando dois recados ao mestre: afinal, porque estamos estudando isso? Será que você não percebeu que nossa imaginação é muito mais ampla do que o seu plano de aula diz que é? Planos de aula, assim como na guerra, só funcionam até tudo começar.
Aí vem o seu Madruga.
Com uma retórica veloz, uma interpretação cômica mas que espuma seriedade e para o deleite de todos - inclusive do professor Lingui... digo, Girafales - ele traz um assunto que faz sentido. Os alunos foram fisgados. Bingo! Se a aula tivesse continuado, eles poderiam perguntar sobre diversos porquês: qual a composição química do tal veneno? Porque afinal, tomamos choque? A aula poderia ser de Química, poderia ser de Física... E também não poderia. De repente eles poderiam se surpreender: o assunto da aula poderia ser o Nazismo. Sim! Se o Madruga estendesse o raciocínio ele poderia dizer que, como alguém que vê uma caveira numa garrafa e ignora o aviso que explica o seu conteúdo assim aconteceu na Alemanha da década de 30. E pode acontecer no Brasil de hoje. "Porquê a pessoa quis beber a garrafa professor?!" Chaves perguntaria. "Porque sim, tonto!" diria Kiko. Aí entraria o conteúdo que apenas Girafales possui: ideologia, as massas e a prática política, o "veneno" que foi o totalitarismo nazista, as leituras de Hannah Arendt, a semiótica aplicada a caveira do aviso, enfim... A aula - e a mente - estaria nos trilhos.
Seu Madruga é divertido, mas seu utilitarismo tem limites. Professor Girafales é um erudito, mas cuja sabedoria nem sempre é como os cafés que ele toma com a dona Florinda: ela nem sempre é compartilhada.
Muitos professores repudiam o tipo de conhecimento e a vivência que os alunos têm. Muitos preferem se posicionar como os sabichões eruditos e ignoram as necessidades dos alunos. Muitos são escravos do currículo. Muitos estão ali pra "complementar a renda, meu negócio é tocar". Muitos querem apenas "bombar" o Lattes. Mas muitos, apesar da infeliz situação em que nosso país se encontram buscam ser híbridos. Unem em uma única pedagogia a metodologia"madrugoniana" com o referencial teórico "girafaleano". São "monstros", mas monstros do bem. E são eles que me inspiram até hoje.
O mestre que não se importa em enumerar todos os faraós do Egito mas prefere mostrar como o poder baseado na religião é um veneno e aqueles que mostram que melhor do que ter um paradiddle veloz é saber que aquilo é apenas "uma" palavra das diversas possíveis e que em certos momentos "falar rápido" é ridículo - é justamente para esses que eu desejo, com muito atraso, um feliz dia nosso.
Por mais professores como esses.
O dia dos professores passou. Como diria a Chiquinha: "Sim. E daí?!" Logo, vale a pena falar sobre essa cena que pra mim é um baita exemplo do "que fazer" e do que "não fazer" com o conhecimento e com o que tudo que se decide "passar" ao aluno. E serve para uma reflexão sobre o que é ser professor.
Ela é muito conhecida de quem gosta de Chaves, desde sempre me marcou muito e hoje, revendo tudo, algumas coisas fizeram sentido. Não, meu exemplo de professor ideal não é o Seu Madruga. Nem o Girafales. O que eu não entendia era porque ele estava falando sobre aquele assunto em uma sala de aula. Acho que depois de 14 anos dando aula (sim... Comecei novo no ofício) eu comecei a perceber que tanto o "utilitarismo" rasteiro do seu Madruga quanto o êxtase do prof. Girafales são importantes para um professor.
Durante toda a série o Girafales tenta ensinar aos alunos conteúdos que pra eles não fazem sentido. Claro que para um catecúmeno eles nunca fazem, mas é tarefa do professor organizar uma narrativa que faça sentido para eles. Seja um professor de História que está falando sobre as revoltas do Brasil Colônia seja um baterista que está falando sobre paradiddles. O problema do Girafales é que ele está mais preocupado com a "bagunça" dos alunos e não percebe que em todas as suas outras aulas eles estão atentos, quietos (claro que as vezes esporros são necessários...) e tentam compreender a importância e a utilidade de tudo o que está sendo transmitido. Por exemplo, no episodio sobre a "Chinfurínfula", Chaves vai fundo na pergunta: até onde vão os limites na arte? E quando a Chiquinha reclama que "já me bastam os problemas que tenho na vida" e o Nhonho chora porque "matou as Antilhas", o que temos são os alunos dando dois recados ao mestre: afinal, porque estamos estudando isso? Será que você não percebeu que nossa imaginação é muito mais ampla do que o seu plano de aula diz que é? Planos de aula, assim como na guerra, só funcionam até tudo começar.
Aí vem o seu Madruga.
Com uma retórica veloz, uma interpretação cômica mas que espuma seriedade e para o deleite de todos - inclusive do professor Lingui... digo, Girafales - ele traz um assunto que faz sentido. Os alunos foram fisgados. Bingo! Se a aula tivesse continuado, eles poderiam perguntar sobre diversos porquês: qual a composição química do tal veneno? Porque afinal, tomamos choque? A aula poderia ser de Química, poderia ser de Física... E também não poderia. De repente eles poderiam se surpreender: o assunto da aula poderia ser o Nazismo. Sim! Se o Madruga estendesse o raciocínio ele poderia dizer que, como alguém que vê uma caveira numa garrafa e ignora o aviso que explica o seu conteúdo assim aconteceu na Alemanha da década de 30. E pode acontecer no Brasil de hoje. "Porquê a pessoa quis beber a garrafa professor?!" Chaves perguntaria. "Porque sim, tonto!" diria Kiko. Aí entraria o conteúdo que apenas Girafales possui: ideologia, as massas e a prática política, o "veneno" que foi o totalitarismo nazista, as leituras de Hannah Arendt, a semiótica aplicada a caveira do aviso, enfim... A aula - e a mente - estaria nos trilhos.
Seu Madruga é divertido, mas seu utilitarismo tem limites. Professor Girafales é um erudito, mas cuja sabedoria nem sempre é como os cafés que ele toma com a dona Florinda: ela nem sempre é compartilhada.
Muitos professores repudiam o tipo de conhecimento e a vivência que os alunos têm. Muitos preferem se posicionar como os sabichões eruditos e ignoram as necessidades dos alunos. Muitos são escravos do currículo. Muitos estão ali pra "complementar a renda, meu negócio é tocar". Muitos querem apenas "bombar" o Lattes. Mas muitos, apesar da infeliz situação em que nosso país se encontram buscam ser híbridos. Unem em uma única pedagogia a metodologia"madrugoniana" com o referencial teórico "girafaleano". São "monstros", mas monstros do bem. E são eles que me inspiram até hoje.
O mestre que não se importa em enumerar todos os faraós do Egito mas prefere mostrar como o poder baseado na religião é um veneno e aqueles que mostram que melhor do que ter um paradiddle veloz é saber que aquilo é apenas "uma" palavra das diversas possíveis e que em certos momentos "falar rápido" é ridículo - é justamente para esses que eu desejo, com muito atraso, um feliz dia nosso.
Por mais professores como esses.
sábado, 15 de outubro de 2016
A PEC 241 e seu "ajuste de contas"
Ajustar as contas é necessário, mas usar a inflação como teto é um
absurdo. E 20 anos é MUITO tempo. É pouco democrático estabelecer a
priori o orçamento para CINCO mandatos presidenciais consecutivos, 1/5 de século -
especialmente quando isso é feito por um governo e um congresso que não
gozam de confiança da população.
É curioso, inclusive, que aqueles que criticam (com razão) os planos quinquenais que tanto engessavam a economia da União Soviética ou da China Comunista apoiem esse plano "vintenal", para engessar nossos serviços públicos e nossa economia por tanto tempo. Isso é um verdadeiro Frankenstein, uma união bizarra entre o pior do mercado livre e da economia planificada. Não faz sentido...
Usando ainda a gastíssima analogia do orçamento doméstico: já imaginou uma família que impusesse limites estreitíssimos aos seus gastos por 20 anos? ...e se um filho precisar de tratamento médico? ...e se alguém sofre um acidente grave e incapacitante? ...e se o pai da família morre repentinamente? Muita coisa pode acontecer com uma família em 20 anos; muito mais coisa pode acontecer com um país nesse mesmo período.
Ajustar as contas é necessário; ajustar DESSE jeito é uma irresponsabilidade.
Ajustar DESSE jeito sem consultar a população através de plebiscito ou referendo é um verdadeiro atentado à democracia. Em qualquer país minimamente democrático, uma decisão dessa monta seria tomada diretamente pelos cidadãos.
Para ficar no terreno das analogias, é como se você subisse num ônibus e o motorista resolvesse dirigir por 20 horas sem parar, sem dizer aonde pretende ir e sem perguntar a nenhum passageiro onde ele quer descer ou SE quer descer...
É curioso, inclusive, que aqueles que criticam (com razão) os planos quinquenais que tanto engessavam a economia da União Soviética ou da China Comunista apoiem esse plano "vintenal", para engessar nossos serviços públicos e nossa economia por tanto tempo. Isso é um verdadeiro Frankenstein, uma união bizarra entre o pior do mercado livre e da economia planificada. Não faz sentido...
Usando ainda a gastíssima analogia do orçamento doméstico: já imaginou uma família que impusesse limites estreitíssimos aos seus gastos por 20 anos? ...e se um filho precisar de tratamento médico? ...e se alguém sofre um acidente grave e incapacitante? ...e se o pai da família morre repentinamente? Muita coisa pode acontecer com uma família em 20 anos; muito mais coisa pode acontecer com um país nesse mesmo período.
Ajustar as contas é necessário; ajustar DESSE jeito é uma irresponsabilidade.
Ajustar DESSE jeito sem consultar a população através de plebiscito ou referendo é um verdadeiro atentado à democracia. Em qualquer país minimamente democrático, uma decisão dessa monta seria tomada diretamente pelos cidadãos.
Para ficar no terreno das analogias, é como se você subisse num ônibus e o motorista resolvesse dirigir por 20 horas sem parar, sem dizer aonde pretende ir e sem perguntar a nenhum passageiro onde ele quer descer ou SE quer descer...
Quando o professor apanha
No início de 2015 dois alunos começaram a brigar dentro de sala de aula;
quando me aproximei para intervir, acabei levando um soco na mão. Doeu.
No final de 2015, eu estava de costas escrevendo no quadro quando um aluno jogou, "de brincadeira", a mochila. Ela ricocheteou contra a parede e me acertou no olho. Doeu.
No começo de 2016, um estudante que sequer é meu aluno, no tumulto do corredor, me deu um tapa na nuca. Pelas costas. "De brincadeira". A princípio negou, mas acabou confessando diante da mãe. Doeu.
Hoje, um menino e uma menina de 6o ano se engalfinharam em sala de aula. A menina, que não estava devidamente uniformizada tentou acertar um chute alto no colega; a sandália havaina escapuliu de seu pé e me acertou. NO ROSTO. Levada à direção da escola, a aluna não mostrou arrependimento nem pediu desculpas. Se achava coberta de razão, pois o colega havia sujado seu trabalho. Doeu. Presente pelo "Dia do Mestre", talvez.
Em menos de dois anos sofri QUATRO agressões físicas. Duas delas propositais - "de brincadeira".
Em oito anos de magistério público já perdi a conta das agressões morais sofridas.
Há algo MUITO errado na escola pública...
No final de 2015, eu estava de costas escrevendo no quadro quando um aluno jogou, "de brincadeira", a mochila. Ela ricocheteou contra a parede e me acertou no olho. Doeu.
No começo de 2016, um estudante que sequer é meu aluno, no tumulto do corredor, me deu um tapa na nuca. Pelas costas. "De brincadeira". A princípio negou, mas acabou confessando diante da mãe. Doeu.
Hoje, um menino e uma menina de 6o ano se engalfinharam em sala de aula. A menina, que não estava devidamente uniformizada tentou acertar um chute alto no colega; a sandália havaina escapuliu de seu pé e me acertou. NO ROSTO. Levada à direção da escola, a aluna não mostrou arrependimento nem pediu desculpas. Se achava coberta de razão, pois o colega havia sujado seu trabalho. Doeu. Presente pelo "Dia do Mestre", talvez.
Em menos de dois anos sofri QUATRO agressões físicas. Duas delas propositais - "de brincadeira".
Em oito anos de magistério público já perdi a conta das agressões morais sofridas.
Há algo MUITO errado na escola pública...
sábado, 8 de outubro de 2016
Crivella, Freixo ou Nulo?!
Já consegui 4 votos para o Freixo no 2º turno. E estou apenas começando.
Dá uma chance pro cara... ou você prefere o Crivella?
Votar nulo é seu direito legítimo, mas talvez você desperdice uma das melhores oportunidades de mudança na política carioca nos últimos anos.
Você acha que a situação do Rio está boa desse jeito?
Você quer mais do mesmo?
Tem expectativas de que as coisas melhorem com Crivella?
Você ainda tem esperanças para o Rio ou o medo de arriscar fala mais alto?
Você já leu e comparou as propostas dos dois candidatos?
Pense com carinho!
Crivella é o voto da acomodação; nulo é o voto do medo; Freixo é o voto da esperança...
Dá uma chance pro cara... ou você prefere o Crivella?
Votar nulo é seu direito legítimo, mas talvez você desperdice uma das melhores oportunidades de mudança na política carioca nos últimos anos.
Você acha que a situação do Rio está boa desse jeito?
Você quer mais do mesmo?
Tem expectativas de que as coisas melhorem com Crivella?
Você ainda tem esperanças para o Rio ou o medo de arriscar fala mais alto?
Você já leu e comparou as propostas dos dois candidatos?
Pense com carinho!
Crivella é o voto da acomodação; nulo é o voto do medo; Freixo é o voto da esperança...
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terça-feira, 4 de outubro de 2016
Por que voto em Marcelo Freixo?
Escrevi esse texto para uma amiga, e disponibilizo a quem interessar possa. Discuto algumas críticas feitas ao
Freixo e algumas de suas propostas de campanha. Peço de antemão perdão pela
péssima redação, em "estilo Facebook".
Vamos por partes, começando pelas
críticas:
1) Freixo não afirma que bandido
é "vítima da sociedade", ele apenas defende que sejam tratados dentro
da estrita legalidade; ele também enfatiza bastante que nosso atual modelo de
segurança pública, quase de "guerra urbana", é ruim para os próprios
policiais; que a PM carioca é a que mais mata, mas também é a que mais morre.
Ele inclusive defende a continuidade das UPPs, mas salienta que o programa
precisa de melhorias e aperfeiçoamentos.
2) Freixo não defende "tirar
a PM da rua"; o PSOL defende a desmilitarização da polícia; a polícia
continuaria na rua, mas seria civil. De qualquer forma, a PM é estadual, e não
seria competência do prefeito fazer esse tipo de alteração - é uma bandeira do
PSOL, não uma proposta de campanha do Freixo.
3) O Freixo não defende resolver
segurança pública APENAS com iluminação; as propostas dele nessa área incluem
ampliação da Guarda Municipal, renovar o plano de cargos e salários da GM,
"reforçar" o treinamento da GM, estimular as atividades de esporte e
lazer, para que ruas e praças se tornem menos vazias e mais seguras, aumentar a
oferta de ônibus em período noturno, entre outras medidas. Ainda na rubrica
segurança pública, dentro das atribuições do prefeito, ele sugere combater o
"braço econômico" das milícias, fiscalizando e impedindo serviços
clandestinos de "gato" de energia, TV a cabo, internet etc.
4) De fato, a legalização E
REGULAMENTAÇÃO das drogas é uma bandeira do PSOL, mas não é proposta de
campanha do Freixo, pois não tem nada a ver com as competências da prefeitura.
Em linhas gerais, a postura do PSOL em relação ao tema é abordar o uso de
drogas como um problema de saúde pública, e não de segurança pública - tratar
os usuários, em vez de botar a polícia para matar e morrer nas ruas por conta
desse problema. O tema é delicado; concordo com essa linha geral, mas discordo
da abordagem apresentada por alguns políticos do PSOL, como o Renato Cinco, que
trata a temática com muito "oba-oba", de um modo que me parece um
tanto leviano.
Quanto às propostas de campanha,
Freixo tem muitas; destaco apenas algumas que me são mais caras:
a) GESTÃO: Implementar uma
administração mais transparente e democrática, através de conselhos de bairro
com ampla participação dos cidadãos - esse modelo é usado com muito sucesso em
várias cidades da Europa e dos EUA.
b) EDUCAÇÃO: Ampliar a autonomia
pedagógica das comunidades escolares, isso é, evitar a imposição unilateral de
normas pela secretaria de educação, que atualmente se caracteriza
principalmente pelas famigeradas "metas de aprovação", a versão
disfarçada do Eduardo Paes para a antiga “aprovação automática”. Direcionar os
recursos financeiros de acordo com as demandas e necessidades das comunidades
escolares, e não de acordo com as conveniências de licitações milionárias.
c) SAÚDE: Recuperar as unidades
de atendimento psiquiátrico e psicoterapêutico, que foram desmanteladas pelo
Eduardo Paes; reduzir gradativamente a participação das "Organizações
Sociais" na administração da Saúde, que é um verdadeiro sorvedouro de
dinheiro.
d) TRANSPORTE: auditar as
empresas de ônibus e rever as tarifas; motorista
e cobrador em todos ônibus.
Bem, é mais ou menos isso! De
resto, não boto a mão no fogo por nenhum político ou partido, mas acho que o
Freixo é a melhor aposta nessa eleição. As urnas são apenas o começo, o cidadão
deve permanecer sempre de olho e cobrar dos governantes eleitos.
Segue abaixo o resumo das propostas, transcrito do site da campanha:
PROPOSTAS PARA O TRANSPORTE
- Criar uma Empresa Pública de Transportes para realizar o planejamento, gestão e fiscalização do sistema de transportes;
- Auditar os contratos de concessão dos ônibus, dando mais transparência e fortalecendo a fiscalização do sistema;
- Reorganizar de forma participativa as linhas de ônibus para que o sistema atenda as reais necessidades da população;
- Reduzir progressivamente o preço das passagens e garantir linhas de tarifa zero nas regiões mais pobres;
- Extinguir a dupla função de motorista-cobrador de ônibus;
- Expandir as ciclovias e instalar bicicletários nas estações de trem, metrô e BRT;
- Reformar as calçadas e praças para garantir o direito de acessibilidade às pessoas com mobilidade reduzida.
PROPOSTAS PARA A SAÚDE
- Executar um plano de transição do sistema atual, que prioriza a gestão privada, para um sistema de gestão pública, evitando a desorganização do serviço e sem prejuízos ao atendimento à população;
- Realizar concursos públicos para recompor o quadro de servidores, especialmente na rede básica e nos hospitais, em gradual substituição dos trabalhadores terceirizados;
- Democratizar a gestão das políticas públicas de saúde, incentivando a criação de conselhos gestores em cada unidade;
- Criar um plano de carreira para melhorar os salários e as condições de trabalho dos profissionais da saúde;
- Ampliar o acesso aos medicamentos distribuídos pelo SUS;
- Aumentar a capacidade de atendimento das UPAs municipais, garantindo ortopedistas e pediatras em todas as unidades, começando pelas zonas Norte e Oeste;
- Ampliar a rede de médicos, enfermeiros e agentes comunitários para aumentar a cobertura das políticas de Saúde da Família, começando pelas zonas Norte e Oeste;
- Ampliar a rede substitutiva de serviços de saúde mental (dispositivos de residenciais terapêuticos, CAPS III, CAPSi, CAPS AD, CAPS AD III, Centros de Convivência/Cultura, Cooperativas Sociais, Consultórios de Rua, Escolas de Redutores de Danos, entre outros), começando pelas zonas Norte e Oeste.
PROPOSTAS PARA A EDUCAÇÃO
- Democratizar as escolas ampliando a participação dos alunos, pais e profissionais de educação;
- Garantir uma educação integral com programas de esporte, arte e cultura nas escolas e creches;
- Criar um novo plano de carreira para melhorar os salários e as condições de trabalho dos profissionais da educação;
- Garantir autonomia pedagógica aos professores, valorizando os Projetos Políticos Pedagógicos elaborados por cada unidade escolar;
- Ampliar o numero de creches e garantir que tenha professor em todas as turmas;
- Garantir o acesso da comunidade escolar a equipamentos e instalações esportivas dos clubes de bairro;
-Oferecer educação especial na perspectiva inclusiva, mantendo escolas e classes especiais para os que necessitem de condições específicas de atendimento que impossibilitem a frequência em turmas regulares;
- Garantir que a comida servida nas escolas e creches seja livre de agrotóxicos e transgênicos.
PROPOSTAS PARA A PARTICIPAÇÃO POPULAR
- Criar a Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, substituindo a Casa Civil, para que as ações da prefeitura sejam orientadas para atender o interesse público e funcionem de maneira mais eficaz, eficiente e efetiva;
- Auditar os contratos de concessão realizados pela prefeitura que não estejam de acordo com a lei, dando mais transparência e fortalecendo a fiscalização sobre as políticas públicas do município;
- Criar um gabinete virtual para garantir total acesso das pessoas às informações da prefeitura e estabelecer o permanente diálogo com a população através da internet;
- Criar conselhos de moradores em todas as regiões da cidade para debater e decidir sobre as políticas públicas dos seus bairros;
- Realizar a cada dois anos a Conferência Carioca para discutir com a população os principais desafios e soluções para a cidade;
- Criar um programa de Orçamento Participativo para que todos possam opinar sobre como a Prefeitura usará seu dinheiro.
PROPOSTAS PARA O TRABALHO DIGNO
- Criar uma incubadora pública para estimular a economia criativa (com incentivo a startups, casas colaborativas e escritórios compartilhados), transformando o Rio em um pólo de tecnologia e inovação em temas que melhorem a vida das pessoas na cidade;
- Investir em obras de saneamento ambiental, em especial na zona Oeste, garantindo vagas de trabalho para os moradores locais e transformando, assim, os investimentos em saneamento em uma política de geração de emprego aos trabalhadores da construção civil;
- Investir em obras de melhoria do espaço urbano no entorno dos comércios de bairro (em especial, rampas de acessibilidade, iluminação e banheiros públicos), começando pela zona Norte e Oeste;
- Estimular a formalização do trabalho através de assistência social, educacional e profissional;
- Incentivar a formação de cooperativas, fortalecer as políticas de economia solidária e aprimorar os programas de garantia de renda mínima;
- Criar o Banco Municipal de Desenvolvimento, para garantir recursos em projetos que promovam a distribuição de renda, beneficiem os pequenos e médios comerciantes e produtores, e incentivem economias de baixo impacto ambiental.
PROPOSTAS PARA A MORADIA
- Criar novos programas de habitação de interesse social para garantir acesso à moradia adequada às famílias com renda mensal de até 3 salários mínimos;
- Utilizar imóveis públicos vazios em programas de moradia popular;
- Aplicar instrumentos previstos no Estatuto das Cidades para desestimular a presença de imóveis privados subutilizados, vazios ou abandonados e, consequentemente, reduzir o preço do aluguel na cidade;
- Ampliar a oferta de serviços públicos nas regiões onde já foram construídos projetos de habitação popular, como o Minha Casa Minha Vida;
- Reorientar os programas de habitação popular (como o Minha Casa Minha Vida) para áreas centrais da cidade com maior oferta de serviços públicos;
- Promover cadastramento e regularização de imóveis em favelas e garantir o acesso a serviços municipais com qualidade, começando pelas favelas das zonas Norte e Oeste;
- Extinguir a atual política de remoções forçadas.
PROPOSTA PARA AS LIBERDADES E DIVERSIDADES
- Investir na formação de professores e em material pedagógico para combater a discriminação e o preconceito nas escolas públicas;
- Promover campanhas de conscientização para defender as liberdades daqueles que são oprimidos em função de sua classe, gênero, raça, sexualidade, religião, idade, cultura e corpo;
- Criar e fortalecer conselhos de políticas públicas, em especial, os de defesa dos direitos das mulheres, negros, população LGBT, juventude e pessoas com deficiência;
- Implantar Centros de Cidadania LGBT para oferecer material pedagógico, atendimento psicossocial e jurídico, cursos de capacitação e atividades culturais;
- Garantir o Estado Laico e a diversidade religiosa, em especial na educação pública;
- Promover o atendimento integral, humanizado, transdisciplinar e de qualidade em toda a rede de atenção materno-infantil desde o pré-natal até a atenção ao recém-nascido, respeitando o direito da mulher de decidir sobre o seu corpo.
PROPOSTAS PARA A CULTURA
- Fortalecer o Conselho Municipal de Cultura dando-lhe estrutura e capacidade de deliberar sobre as políticas públicas de cultura da cidade;
- Mudar a política de editais da prefeitura para fomentar a produção cultural permanent;
- Ampliar os pontos de cultura em todos as regiões da cidade, começando pelas zonas Norte e Oeste;
- Criar o Conselho Popular de Gestão da RioFilme para democratizar a atuação do órgão;
- Estabelecer política de financiamento e apoio às mídias populares e alternativas, desenvolvendo o Plano Diretor de Radiodifusão Comunitária;
- Criar Centrais Públicas de Comunicação – ou pontos de mídia – em cada região da cidade para integrar os telecentros, rádios comunitárias, escolas e centros educacionais, pontos de cultura e outros equipamentos culturais do município, começando pelas zonas Norte e Oeste;
- Integrar as políticas de cultura e educação para transformar as escolas em polos de preservação da memória dos bairros e promoção da cultura popular;
- Incentivar a criação de cineclubes nas escolas municipais, começando pelas zonas Norte e Oeste.
PROPOSTAS PARA A ASSISTÊNCIA SOCIAL
- Valorizar o servidor público da assistência social em suas mais diferentes áreas, com a abertura de concursos públicos e promoção de um plano de carreira digno;
- Articular todas as secretariais municipais na promoção de políticas de assistência social;
- Aprimorar as ações voltadas para beneficiários do Cartão Família Carioca, qualificando investimentos em políticas de erradicação da extrema pobreza;
- Extinguir a política de “recolhimento compulsório” de pessoas em situação de rua e de usuários de drogas;
- Fortalecer os Conselhos Tutelares com programas de capacitação permanente de seus membros, reformas das instalações físicas e ampliação do quadro de funcionários;
- Integrar os abrigos do município aos serviços de saúde, educação, cultura, trabalho, esporte, lazer, habitação e geração de renda da rede municipal;
- Promover políticas de acesso à justiça e garantir programas de reinserção social aos egressos do sistema prisional e do sistema socioeducativo da cidade.
PROPOSTAS PARA A SEGURANÇA PÚBLICA
- Ampliar a participação dos moradores nas decisões que envolvam a segurança dos bairros;
- Realizar reformas nas calçadas, ruas, praças e parques para garantir a ampliação da iluminação pública, a retirada das grades e o aprimoramento da acessibilidade;
- Incentivar a ocupação dos espaços públicos com cultura, esporte e lazer: ruas ocupadas são mais seguras;
- Ampliar a circulação dos ônibus à noite e na madrugada nas áreas de lazer da cidade;
- Investir na produção e sistematização de dados sobre conflitos urbanos;
- Criar centros de mediação voltados para a resolução dos conflitos urbanos em todas as regiões administrativas da cidade;
- Valorizar a Guarda Municipal, implementando um plano de carreira digno, estruturando uma corregedoria independente, garantindo acompanhamento psicológico e promovendo uma formação democrática fundamentada na garantia de direitos e na defesa das liberdades.
PROPOSTAS PARA O ESPORTE
- Criar o Conselho Municipal de Esporte, dando-lhe estrutura e capacidade para deliberar sobre as políticas públicas de esporte na cidade;
- Ampliar o numero de quadras poliesportivas nas escolas da rede municipal;
- Criar um programa de incentivo para revitalizar os clubes de bairro e garantir aos alunos das escolas municipais acesso às instalações esportivas dos clubes;
- Estabelecer um calendário municipal de competições esportivas nas diversas modalidades para fortalecer os esportes amadores e de alto rendimento;
- Investir na ampliação de projetos sociais no Estádio de Atletismo Célio de Barros, no Parque Aquático Julio Delamare e no Maracanãzinho;
- Transformar os equipamentos olímpicos destinado aos Jogos de 2016 em centros de desenvolvimento da educação física e formação de atletas de alto rendimento integrando as escolas e as federações;
- Criar um centro de referência público de desenvolvimento do iatismo na Marina da Glória.
PROPOSTAS PARA O MEIO AMBIENTE
- Reduzir a emissão de gases poluentes e promover o consumo de energias renováveis e limpas;
- Investir em saneamento ambiental para universalizar o acesso à água limpa e a coleta e tratamento de esgoto, começando pelos bairros e favelas da zona Oeste;
- Criar empresa pública de saneamento ambiental;
- Despoluir, recuperar e preservar mananciais, rios, lagoas e baías;
- Implementar política de Lixo Zero baseada em coleta seletiva, reciclagem e reaproveitamento;
- Ampliar as unidades de conservação, criar parques urbanos e arborizar a cidade, principalmente as zonas Norte e Oeste;
- Garantir que a comida servida nos postos de saúde, hospitais, abrigos do CRASS, escolas e creches públicas da rede municipal seja livre de agrotóxicos, adubos químicos e transgênicos.
PROPOSTAS PARA OS DIREITOS DOS ANIMAIS
- Transformar o Jardim Zoológico do Rio em um centro público de reabilitação, conservação e pesquisa da fauna nativa;
- Ampliar a rede de hospitais veterinários públicos, aumentar os centros de esterilização e garantir programas de castração móvel no município;
- Criar programas de acolhimento de animais resgatados de abandono e maus-tratos e promover campanhas de adoção;
- Criar um sistema de informações voltado para o combate aos crimes contra os animais;
- Proibir a eutanásia e o uso de câmaras de gás em animais sadios ou com doenças tratáveis.
PROPOSTAS PARA O LAZER
- Ampliar as áreas de lazer es descanso na cidade, recuperando os espaços públicos perdidos nos últimos anos e aproveitando as garagens, quadras, armazéns e terrenos baldios da prefeitura que estão abandonados para construir novas áreas de lazer;
- Realizar audiências públicas para deliberar com a sociedade civil os modelos de permissão que devem ser utilizados para desburocratizar as autorizações de uso do espaço público;
- Instalar banheiros e bebedouros públicos nas praças e parques urbanos da cidade;
- Implantar linhas de ônibus específicas para a articulação dos bairros com as áreas públicas de lazer da cidade;
- Planejar a integração do Maracanã à Quinta da Boa Vista e a instalação do Parque Glaziou;
- Resgatar os espaços públicos da Marina da Glória e do Parque do Flamengo, combatendo a privatização da gestão e do uso dos espaços;
- Planejar o fechamento de vias urbanas em diferentes bairros da cidade para promover o lazer nos finais de semana em todas as regiões do município.
Segue abaixo o resumo das propostas, transcrito do site da campanha:
PROPOSTAS PARA O TRANSPORTE
- Criar uma Empresa Pública de Transportes para realizar o planejamento, gestão e fiscalização do sistema de transportes;
- Auditar os contratos de concessão dos ônibus, dando mais transparência e fortalecendo a fiscalização do sistema;
- Reorganizar de forma participativa as linhas de ônibus para que o sistema atenda as reais necessidades da população;
- Reduzir progressivamente o preço das passagens e garantir linhas de tarifa zero nas regiões mais pobres;
- Extinguir a dupla função de motorista-cobrador de ônibus;
- Expandir as ciclovias e instalar bicicletários nas estações de trem, metrô e BRT;
- Reformar as calçadas e praças para garantir o direito de acessibilidade às pessoas com mobilidade reduzida.
PROPOSTAS PARA A SAÚDE
- Executar um plano de transição do sistema atual, que prioriza a gestão privada, para um sistema de gestão pública, evitando a desorganização do serviço e sem prejuízos ao atendimento à população;
- Realizar concursos públicos para recompor o quadro de servidores, especialmente na rede básica e nos hospitais, em gradual substituição dos trabalhadores terceirizados;
- Democratizar a gestão das políticas públicas de saúde, incentivando a criação de conselhos gestores em cada unidade;
- Criar um plano de carreira para melhorar os salários e as condições de trabalho dos profissionais da saúde;
- Ampliar o acesso aos medicamentos distribuídos pelo SUS;
- Aumentar a capacidade de atendimento das UPAs municipais, garantindo ortopedistas e pediatras em todas as unidades, começando pelas zonas Norte e Oeste;
- Ampliar a rede de médicos, enfermeiros e agentes comunitários para aumentar a cobertura das políticas de Saúde da Família, começando pelas zonas Norte e Oeste;
- Ampliar a rede substitutiva de serviços de saúde mental (dispositivos de residenciais terapêuticos, CAPS III, CAPSi, CAPS AD, CAPS AD III, Centros de Convivência/Cultura, Cooperativas Sociais, Consultórios de Rua, Escolas de Redutores de Danos, entre outros), começando pelas zonas Norte e Oeste.
PROPOSTAS PARA A EDUCAÇÃO
- Democratizar as escolas ampliando a participação dos alunos, pais e profissionais de educação;
- Garantir uma educação integral com programas de esporte, arte e cultura nas escolas e creches;
- Criar um novo plano de carreira para melhorar os salários e as condições de trabalho dos profissionais da educação;
- Garantir autonomia pedagógica aos professores, valorizando os Projetos Políticos Pedagógicos elaborados por cada unidade escolar;
- Ampliar o numero de creches e garantir que tenha professor em todas as turmas;
- Garantir o acesso da comunidade escolar a equipamentos e instalações esportivas dos clubes de bairro;
-Oferecer educação especial na perspectiva inclusiva, mantendo escolas e classes especiais para os que necessitem de condições específicas de atendimento que impossibilitem a frequência em turmas regulares;
- Garantir que a comida servida nas escolas e creches seja livre de agrotóxicos e transgênicos.
PROPOSTAS PARA A PARTICIPAÇÃO POPULAR
- Criar a Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, substituindo a Casa Civil, para que as ações da prefeitura sejam orientadas para atender o interesse público e funcionem de maneira mais eficaz, eficiente e efetiva;
- Auditar os contratos de concessão realizados pela prefeitura que não estejam de acordo com a lei, dando mais transparência e fortalecendo a fiscalização sobre as políticas públicas do município;
- Criar um gabinete virtual para garantir total acesso das pessoas às informações da prefeitura e estabelecer o permanente diálogo com a população através da internet;
- Criar conselhos de moradores em todas as regiões da cidade para debater e decidir sobre as políticas públicas dos seus bairros;
- Realizar a cada dois anos a Conferência Carioca para discutir com a população os principais desafios e soluções para a cidade;
- Criar um programa de Orçamento Participativo para que todos possam opinar sobre como a Prefeitura usará seu dinheiro.
PROPOSTAS PARA O TRABALHO DIGNO
- Criar uma incubadora pública para estimular a economia criativa (com incentivo a startups, casas colaborativas e escritórios compartilhados), transformando o Rio em um pólo de tecnologia e inovação em temas que melhorem a vida das pessoas na cidade;
- Investir em obras de saneamento ambiental, em especial na zona Oeste, garantindo vagas de trabalho para os moradores locais e transformando, assim, os investimentos em saneamento em uma política de geração de emprego aos trabalhadores da construção civil;
- Investir em obras de melhoria do espaço urbano no entorno dos comércios de bairro (em especial, rampas de acessibilidade, iluminação e banheiros públicos), começando pela zona Norte e Oeste;
- Estimular a formalização do trabalho através de assistência social, educacional e profissional;
- Incentivar a formação de cooperativas, fortalecer as políticas de economia solidária e aprimorar os programas de garantia de renda mínima;
- Criar o Banco Municipal de Desenvolvimento, para garantir recursos em projetos que promovam a distribuição de renda, beneficiem os pequenos e médios comerciantes e produtores, e incentivem economias de baixo impacto ambiental.
PROPOSTAS PARA A MORADIA
- Criar novos programas de habitação de interesse social para garantir acesso à moradia adequada às famílias com renda mensal de até 3 salários mínimos;
- Utilizar imóveis públicos vazios em programas de moradia popular;
- Aplicar instrumentos previstos no Estatuto das Cidades para desestimular a presença de imóveis privados subutilizados, vazios ou abandonados e, consequentemente, reduzir o preço do aluguel na cidade;
- Ampliar a oferta de serviços públicos nas regiões onde já foram construídos projetos de habitação popular, como o Minha Casa Minha Vida;
- Reorientar os programas de habitação popular (como o Minha Casa Minha Vida) para áreas centrais da cidade com maior oferta de serviços públicos;
- Promover cadastramento e regularização de imóveis em favelas e garantir o acesso a serviços municipais com qualidade, começando pelas favelas das zonas Norte e Oeste;
- Extinguir a atual política de remoções forçadas.
PROPOSTA PARA AS LIBERDADES E DIVERSIDADES
- Investir na formação de professores e em material pedagógico para combater a discriminação e o preconceito nas escolas públicas;
- Promover campanhas de conscientização para defender as liberdades daqueles que são oprimidos em função de sua classe, gênero, raça, sexualidade, religião, idade, cultura e corpo;
- Criar e fortalecer conselhos de políticas públicas, em especial, os de defesa dos direitos das mulheres, negros, população LGBT, juventude e pessoas com deficiência;
- Implantar Centros de Cidadania LGBT para oferecer material pedagógico, atendimento psicossocial e jurídico, cursos de capacitação e atividades culturais;
- Garantir o Estado Laico e a diversidade religiosa, em especial na educação pública;
- Promover o atendimento integral, humanizado, transdisciplinar e de qualidade em toda a rede de atenção materno-infantil desde o pré-natal até a atenção ao recém-nascido, respeitando o direito da mulher de decidir sobre o seu corpo.
PROPOSTAS PARA A CULTURA
- Fortalecer o Conselho Municipal de Cultura dando-lhe estrutura e capacidade de deliberar sobre as políticas públicas de cultura da cidade;
- Mudar a política de editais da prefeitura para fomentar a produção cultural permanent;
- Ampliar os pontos de cultura em todos as regiões da cidade, começando pelas zonas Norte e Oeste;
- Criar o Conselho Popular de Gestão da RioFilme para democratizar a atuação do órgão;
- Estabelecer política de financiamento e apoio às mídias populares e alternativas, desenvolvendo o Plano Diretor de Radiodifusão Comunitária;
- Criar Centrais Públicas de Comunicação – ou pontos de mídia – em cada região da cidade para integrar os telecentros, rádios comunitárias, escolas e centros educacionais, pontos de cultura e outros equipamentos culturais do município, começando pelas zonas Norte e Oeste;
- Integrar as políticas de cultura e educação para transformar as escolas em polos de preservação da memória dos bairros e promoção da cultura popular;
- Incentivar a criação de cineclubes nas escolas municipais, começando pelas zonas Norte e Oeste.
PROPOSTAS PARA A ASSISTÊNCIA SOCIAL
- Valorizar o servidor público da assistência social em suas mais diferentes áreas, com a abertura de concursos públicos e promoção de um plano de carreira digno;
- Articular todas as secretariais municipais na promoção de políticas de assistência social;
- Aprimorar as ações voltadas para beneficiários do Cartão Família Carioca, qualificando investimentos em políticas de erradicação da extrema pobreza;
- Extinguir a política de “recolhimento compulsório” de pessoas em situação de rua e de usuários de drogas;
- Fortalecer os Conselhos Tutelares com programas de capacitação permanente de seus membros, reformas das instalações físicas e ampliação do quadro de funcionários;
- Integrar os abrigos do município aos serviços de saúde, educação, cultura, trabalho, esporte, lazer, habitação e geração de renda da rede municipal;
- Promover políticas de acesso à justiça e garantir programas de reinserção social aos egressos do sistema prisional e do sistema socioeducativo da cidade.
PROPOSTAS PARA A SEGURANÇA PÚBLICA
- Ampliar a participação dos moradores nas decisões que envolvam a segurança dos bairros;
- Realizar reformas nas calçadas, ruas, praças e parques para garantir a ampliação da iluminação pública, a retirada das grades e o aprimoramento da acessibilidade;
- Incentivar a ocupação dos espaços públicos com cultura, esporte e lazer: ruas ocupadas são mais seguras;
- Ampliar a circulação dos ônibus à noite e na madrugada nas áreas de lazer da cidade;
- Investir na produção e sistematização de dados sobre conflitos urbanos;
- Criar centros de mediação voltados para a resolução dos conflitos urbanos em todas as regiões administrativas da cidade;
- Valorizar a Guarda Municipal, implementando um plano de carreira digno, estruturando uma corregedoria independente, garantindo acompanhamento psicológico e promovendo uma formação democrática fundamentada na garantia de direitos e na defesa das liberdades.
PROPOSTAS PARA O ESPORTE
- Criar o Conselho Municipal de Esporte, dando-lhe estrutura e capacidade para deliberar sobre as políticas públicas de esporte na cidade;
- Ampliar o numero de quadras poliesportivas nas escolas da rede municipal;
- Criar um programa de incentivo para revitalizar os clubes de bairro e garantir aos alunos das escolas municipais acesso às instalações esportivas dos clubes;
- Estabelecer um calendário municipal de competições esportivas nas diversas modalidades para fortalecer os esportes amadores e de alto rendimento;
- Investir na ampliação de projetos sociais no Estádio de Atletismo Célio de Barros, no Parque Aquático Julio Delamare e no Maracanãzinho;
- Transformar os equipamentos olímpicos destinado aos Jogos de 2016 em centros de desenvolvimento da educação física e formação de atletas de alto rendimento integrando as escolas e as federações;
- Criar um centro de referência público de desenvolvimento do iatismo na Marina da Glória.
PROPOSTAS PARA O MEIO AMBIENTE
- Reduzir a emissão de gases poluentes e promover o consumo de energias renováveis e limpas;
- Investir em saneamento ambiental para universalizar o acesso à água limpa e a coleta e tratamento de esgoto, começando pelos bairros e favelas da zona Oeste;
- Criar empresa pública de saneamento ambiental;
- Despoluir, recuperar e preservar mananciais, rios, lagoas e baías;
- Implementar política de Lixo Zero baseada em coleta seletiva, reciclagem e reaproveitamento;
- Ampliar as unidades de conservação, criar parques urbanos e arborizar a cidade, principalmente as zonas Norte e Oeste;
- Garantir que a comida servida nos postos de saúde, hospitais, abrigos do CRASS, escolas e creches públicas da rede municipal seja livre de agrotóxicos, adubos químicos e transgênicos.
PROPOSTAS PARA OS DIREITOS DOS ANIMAIS
- Transformar o Jardim Zoológico do Rio em um centro público de reabilitação, conservação e pesquisa da fauna nativa;
- Ampliar a rede de hospitais veterinários públicos, aumentar os centros de esterilização e garantir programas de castração móvel no município;
- Criar programas de acolhimento de animais resgatados de abandono e maus-tratos e promover campanhas de adoção;
- Criar um sistema de informações voltado para o combate aos crimes contra os animais;
- Proibir a eutanásia e o uso de câmaras de gás em animais sadios ou com doenças tratáveis.
PROPOSTAS PARA O LAZER
- Ampliar as áreas de lazer es descanso na cidade, recuperando os espaços públicos perdidos nos últimos anos e aproveitando as garagens, quadras, armazéns e terrenos baldios da prefeitura que estão abandonados para construir novas áreas de lazer;
- Realizar audiências públicas para deliberar com a sociedade civil os modelos de permissão que devem ser utilizados para desburocratizar as autorizações de uso do espaço público;
- Instalar banheiros e bebedouros públicos nas praças e parques urbanos da cidade;
- Implantar linhas de ônibus específicas para a articulação dos bairros com as áreas públicas de lazer da cidade;
- Planejar a integração do Maracanã à Quinta da Boa Vista e a instalação do Parque Glaziou;
- Resgatar os espaços públicos da Marina da Glória e do Parque do Flamengo, combatendo a privatização da gestão e do uso dos espaços;
- Planejar o fechamento de vias urbanas em diferentes bairros da cidade para promover o lazer nos finais de semana em todas as regiões do município.
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domingo, 2 de outubro de 2016
Impressões sobre o primeiro turno (2016)
Ao que parece, a família da Cidinha vai ter a ceia de natal mais animada desse ano...
***
***
Adeus, PMDB! Sua era de tirania carioca acabou! Já vai tarde, muito tarde!
***
Pelo que percebi, a configuração da câmara dos vereadores do Rio de Janeiro vai mudar bastante. Parece que os grupos ficarão bastante fracionados, o que não é ruim.
***
Pelo que percebi do panorama geral das eleições no país, a ruptura entre PT e PMDB fez muito mal aos dois partidos. É o que acontece quando gêmeos siameses se separam...
***
Bem, acho que o resultado desse primeiro turno já é uma vitória para o Freixo e o PSOL. Depois da vitória avassaladora em 2012, ver o PMDB despencar fragorosamente dá uma sensação de alívio.
***
***
Pelo que percebi, a configuração da câmara dos vereadores do Rio de Janeiro vai mudar bastante. Parece que os grupos ficarão bastante fracionados, o que não é ruim.
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***
Sábias palavras do amigo Fred Oliveira: "O PSOL vai ter de ampliar o discurso...Parar com essa infantilidade de
bem e mal, que alguns militantes supostamente moderninhos, acham que é
vanguarda. Sou contra essa forma de tratar a política. Soberba demais
atrapalha. Quero que o Freixo ganhe! Meu voto no Freixo é por algumas
posturas e opiniões mas não por todas as posições. Espero que ele se dê
conta de que o Rio é maior que o eleitorado que ele tem hoje.
Infelizmente, logo no primeiro discurso ele falou em "golpistas" e que
não quer o PMDB... Do ponto de vista ideal, moral, acho lindo MAS o
eleitorado a ser conquistado, como se vê pelos demais resultados, não
vai ao encontro de algumas daquelas narrativas. Freixo deve ter cuidado
com o efeito Jandira, que falou em golpe, se apoiou em Lula e Dilma e,
como todos viram, foi ladeira abaixo..."
***
***
Minha tia votou no Pedro Paulo no primeiro turno, mas vai votar no Freixo no próximo. A esperança bate à porta!
***
Sugestão aos amigos que querem ajudar Freixo no segundo turno: desmerecer a opinião alheia e rotular os outros como "coxinha", burro, fascista, ignorante etc NÃO vai ajudar. Mandar "ler um livro" ou "estudar História", com ar blasé, também não. Polidez, respeito e diplomacia, pessoal!
***
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Sugestão aos amigos que querem ajudar Freixo no segundo turno: desmerecer a opinião alheia e rotular os outros como "coxinha", burro, fascista, ignorante etc NÃO vai ajudar. Mandar "ler um livro" ou "estudar História", com ar blasé, também não. Polidez, respeito e diplomacia, pessoal!
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O diálogo não é meramente importante para a democracia; a verdadeira democracia É diálogo.
domingo, 25 de setembro de 2016
O mundo visto de longe
Vista do espaço, a Terra é sempre espetacular! Fotos tiradas da Estação Espacial Internacional.
![]() |
| Estreito de Gibraltar, visto do norte. |
![]() |
| Itália meridional, vista do norte. |
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| Delta do Nilo, Mediterrâneo, Mar Vermelho, Golfo Pérsico e uma pontinha do Índico. |
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sábado, 24 de setembro de 2016
Notórios saberes
Texto do amigo Tiago de Souza
Afinal,
o tal "notório saber" funciona apenas para certos casos? Pra ser
professor de música o notório saber basta. Pra ser professor de História
não? O que vale é a perícia ou um diploma?
Quem vai dar o "diploma" de "notório saber"? A academia, o governo ou a comunidade?
Qualquer um pode ser professor? Qualquer um não pode ser professor?
Aluno sabe o que quer? Até onde vai a autonomia de um estudante que hoje quer pular o muro e amanhã está no mestrado?
Foi a Dilma ou foi o Temer?
Os índios vão poder dar aula de História do jeito que eles quiserem ou vão ter que cantar a narrativa do vencedor?
Quanto um "notório saber" deve valer no contracheque?
Um engenheiro de notório saber em Geografia vale mais que um doutor em Geografia?
Quem tem notório saber pode organizar o currículo com os "especialistas" do governo?
Porque só na educação tem notório saber? Que tal usar o mesmo argumento na engenharia, no Direito, na Psicologia, na MEDICINA?
Porquê a matemática é eterna e a filosofia não? Porquê quem gosta de jogar bola tem que estudar polinômios? Porquê não temos aula de retórica e Direito mas estudamos Guerra dos 100 anos?
Perguntas (muitas delas contraditórias...) de um cara que é formado, mas que ganha mais dinheiro com o "notório saber" do que com o diploma.
Perguntas de um cara que quase levou uma cadeirada de um aluno, que muitas vezes, diante de uma sala repleta de mal educados protegidos pelos pais, tentava explicar como foi o atentado que deu origem a Primeira Guerra, que já teve que ficar calado diante de um papo furado porque quem falava era um "notório saber" que tem anos de experiência no mercado e "você está chegando agora", que acha um absurdo que pessoas que não saibam nem ler o idioma básico da sua área posem de professores, de um cara que está de saco cheio de TODOS os políticos que tem "notório saber" em cambalachices e de um povo de "notório desaber" que fica empunhando argumentos pra defender esses cambalacheiros de direita, esquerda e qualquer direção e que atualmente acha muito estranho pessoas que na hora de falar de negros, gays e afins gritam sobre o tal "lugar de fala" e obrigam quem não é da tal "categoria" a calar a boca mas se acham com "notório poder" pra falar o que bem entende sobre uma realidade que não vivem.
Perguntas feitas por um notório "sem saber".
Quem vai dar o "diploma" de "notório saber"? A academia, o governo ou a comunidade?
Qualquer um pode ser professor? Qualquer um não pode ser professor?
Aluno sabe o que quer? Até onde vai a autonomia de um estudante que hoje quer pular o muro e amanhã está no mestrado?
Foi a Dilma ou foi o Temer?
Os índios vão poder dar aula de História do jeito que eles quiserem ou vão ter que cantar a narrativa do vencedor?
Quanto um "notório saber" deve valer no contracheque?
Um engenheiro de notório saber em Geografia vale mais que um doutor em Geografia?
Quem tem notório saber pode organizar o currículo com os "especialistas" do governo?
Porque só na educação tem notório saber? Que tal usar o mesmo argumento na engenharia, no Direito, na Psicologia, na MEDICINA?
Porquê a matemática é eterna e a filosofia não? Porquê quem gosta de jogar bola tem que estudar polinômios? Porquê não temos aula de retórica e Direito mas estudamos Guerra dos 100 anos?
Perguntas (muitas delas contraditórias...) de um cara que é formado, mas que ganha mais dinheiro com o "notório saber" do que com o diploma.
Perguntas de um cara que quase levou uma cadeirada de um aluno, que muitas vezes, diante de uma sala repleta de mal educados protegidos pelos pais, tentava explicar como foi o atentado que deu origem a Primeira Guerra, que já teve que ficar calado diante de um papo furado porque quem falava era um "notório saber" que tem anos de experiência no mercado e "você está chegando agora", que acha um absurdo que pessoas que não saibam nem ler o idioma básico da sua área posem de professores, de um cara que está de saco cheio de TODOS os políticos que tem "notório saber" em cambalachices e de um povo de "notório desaber" que fica empunhando argumentos pra defender esses cambalacheiros de direita, esquerda e qualquer direção e que atualmente acha muito estranho pessoas que na hora de falar de negros, gays e afins gritam sobre o tal "lugar de fala" e obrigam quem não é da tal "categoria" a calar a boca mas se acham com "notório poder" pra falar o que bem entende sobre uma realidade que não vivem.
Perguntas feitas por um notório "sem saber".
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
"Nunca antes na História desse país..."
Pelas minhas contas, já assistimos três versões do mesmo filme. O
original se chamava "50 anos em 5"; o título do remake era "Milagre
Econômico - Ninguém segura esse país". A última versão foi "Nunca antes
na História desse país". Apesar de alguns detalhes e caracterizações
ligeiramente diferentes, a trama continua basicamente a mesma,
envolvendo conquistas efêmeras, orgias esportivas e urbanísticas,
devastador endividamento público e formação ou ampliação de grandes
fortunas privadas. Uma cena clássica presente em todas as versões é
aquela em que fica todo mundo esperando o bolo crescer para dividir as
fatias, mas nunca acontece de fato - nunca entendi muito bem; acho que é
um lance meio becketiano. Recomendado para maiores de 18 anos. Ao sair
do cinema, cuidado para não ser atropelado pela realidade.
sábado, 17 de setembro de 2016
Política carioca - Um triste espetáculo
Hoje vi um triste espetáculo numa praça de Marechal Hermes.
Era meio-dia. Um candidato a vereador panfletava no meio da praça.
Uma caixa de som tocava um jingle eleitoral de gosto duvidoso, soando melancolicamente na acústica desfavorável.
Meia dúzia de pessoas com um jeitão "baixa renda" agitava bandeirinhas. Suas expressões eram totalmente apáticas, com olhar vagamente ausente. Balançavam mecanicamente as bandeirolas, com o entusiasmo de alguém (mal) pago para estar ali.
Os poucos passantes não demonstravam qualquer interesse; com passos oblíquos, evitavam visivelmente o político com seus panfletos - e prováveis abraços.
O próprio candidato, suarento, traía total desânimo. A expressão contrastava vivamente com seu próprio retrato sorridente, estampado num banner ao lado de um prefeitável que talvez ele nem conheça pessoalmente.
Tristonho retrato da tediosa ágora carioca...
Era meio-dia. Um candidato a vereador panfletava no meio da praça.
Uma caixa de som tocava um jingle eleitoral de gosto duvidoso, soando melancolicamente na acústica desfavorável.
Meia dúzia de pessoas com um jeitão "baixa renda" agitava bandeirinhas. Suas expressões eram totalmente apáticas, com olhar vagamente ausente. Balançavam mecanicamente as bandeirolas, com o entusiasmo de alguém (mal) pago para estar ali.
Os poucos passantes não demonstravam qualquer interesse; com passos oblíquos, evitavam visivelmente o político com seus panfletos - e prováveis abraços.
O próprio candidato, suarento, traía total desânimo. A expressão contrastava vivamente com seu próprio retrato sorridente, estampado num banner ao lado de um prefeitável que talvez ele nem conheça pessoalmente.
Tristonho retrato da tediosa ágora carioca...
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Questionamentos sobre as denúncias contra Lula
Para além de torcidas, posicionamentos, slogans, powerpoints e convicções, creio que alguns questionamentos precisam ser traçados, sem parti pris, em torno dos recentes desdobramentos da Lava-Jato:
1) Todos os documentos arrolados pela investigação são autênticos? Nesse caso, que tipo de explicação plausível poderia ser estabelecida em torno desse conjunto documental?
2) Algum dos documentos é forjado? Qual ou quais? Quais seriam as implicações dessa(s) falsificações em relação ao conjunto da denúncia? Caso existam, forjados por quem e para quê?
3) É procedimento padrão entre as grandes empreiteiras manter imóveis "reservados" - nem vendidos, nem à venda?
4) Para quem estaria efetivamente "reservada" a tal cobertura?
5) Por que o imóvel inicialmente contratado pela família Lula foi posto novamente à venda? A família estava ciente desse procedimento? Por que motivos, aparentemente, as pendências relativas a esse negócio foram resolvidas apenas em novembro de 2015?
6) Por que o pagamento das parcelas foi interrompido em 2009? Quais foram as consequências dessa interrupção?
7) Em que data, exatamente, a família Lula iniciou sua ação judicial relativa ao reembolso dos valores despendidos na aquisição do imóvel? Por que demorou tanto tempo a resolver a situação? Que medidas extrajudiciais foram tomadas antes disso? Essas medidas extrajudiciais foram devidamente documentadas?
8) É procedimento comum que altos executivos de uma empreiteira e até seu presidente apresentem pessoalmente um imóvel a um potencial cliente?
9) Se o imóvel já estava "reservado" para alguém (quem?), por que ele foi apresentado duas vezes à família Lula?
10) De que maneira as duas visitas documentadas à cobertura durante a reforma se relacionam à prévia aquisição de imóvel no mesmo condomínio?
11) É comum que membros de alto escalão de uma empreiteira do porte da OAS se encarreguem pessoalmente da aquisição de cozinhas planejadas para clientes e resolvam tais assuntos por sms?
12) Quem era a "Dama" mencionada em sms, para a qual foi adquirida a cozinha?
13) É comum que uma empreiteira adquira mobília e eletrodomésticos para um imóvel reservado-mas-não-vendido?
14) É comum que empreiteiras como a OAS banquem para terceiros 21 meses de aluguel de guarda-móveis, por mais de um milhão de reais?
15) Que motivos legítimos a empresa OAS teria para prestar tamanha gentileza ao ex-presidente Lula? Nenhuma contrapartida era esperada?
16) Por que motivo o ex-presidente Lula aceitou essa gentileza? Tal aceitação por parte de uma liderança partidária de grande envergadura merece maiores esclarecimentos? Tal atitude poderia ser considerada imprudente?
17) Que tipo de mediação Paulo Okamoto, do Instituto Lula, exercia exatamente nessa relação?
P.S: Li quase todo o texto da denúncia contra Lula, e li integralmente a parte onde são apontadas as provas. Não tenho conhecimento jurídico suficiente para avaliar a consistência formal do texto, a tipificação penal ou a admissibilidade das provas perante um tribunal. Todavia, minha impressão inicial é que só existem duas hipóteses possíveis: A - Lula estava envolvido pessoalmente em esquemas de corrupção; B - A força-tarefa da Lava-Jato realizou falsificação de documentos em massa. Ambas hipóteses são tristes e preocupantes, em sentidos diferentes.
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
O mundo mais perto do chão
Lindo texto do amigo Marcos Passini
Tem muita coisa que meu filho muito pequeno me ensina, com aquele olhar diferente - afinal, olha o mundo a meio metro de altura - de atenção às coisas pequenas, como um insetinho morto no chão, que pega com os dedinhos e me mostra ou põe na boca... São coisas pequenas que não vejo normalmente porque meus dedos são grandes demais para pegar, meus olhos estão alto demais ou (deve ser isso) estou com pressa demais.
Se você, como eu, já tem aquela idade em que a vida é estável, tem um emprego estável e uma casa sua, então os anos devem estar cada vez mais parecidos. Sabe tentar lembrar quando mesmo foi que isso ou aquilo aconteceu, em que ano foi, e descobrir que foi há muito mais tempo do que imaginava? Pois é, o tempo é isso, é uma coisa que passa por nós cada vez mais rápido, deixando menos de si mesmo.
Bom, se você é desses que não anda vendo o tempo passar, saiba que ter uma criança crescendo por perto muda tudo. Fotos de poucos meses atrás são tão diferentes, há mudanças em tudo, no rosto, na expressão (sempre, a cada dia, mais inteligente), no tamanho (como crescem rápido!).
Agora, se você é desses que tem cada vez mais coisas para fazer no tempo que é cada vez menos, e se ainda por cima está numa idade em que certas coisas tomam mais tempo do que antes, estão experimente levar seu pequeno de um aninho, que já saiba andar (se não tiver um, peça emprestado, pais adoram ganhar umas horinhas de folga) a dar uma volta pela rua. Mas só vale de mãos dadas, sem colo.
Primeiro, para ele poder te acompanhar, com os passinhos curtos, vai ser preciso andar muito devagar. Para quem tem cada vez menos tempo para fazer cada vez mais coisas, é um exercício e tanto. Não adianta ter pressa porque o tempo é o dele.
Depois, vai descobrir que ele, além de andar devagarzinho porque tem perninhas pequenas, ainda por cima não anda em linha reta. Vai atrás de um passarinho que viu aqui, de outra criança que viu ali, de uma vitrine colorida, de qualquer coisa porque, para ele, a vida é nova e tudo é novo e interessante e fascinante.
Vá com ele. Olhe tudo o que ele olhar, esforce-se para levar quinze minutos para caminhar um quarteirão, tente olhar o mundo de meio metro de altura. Se a ansiedade e a pressa e as muitas coisas e o pouco tempo deixarem, vale a pena.
Tem muita coisa que meu filho muito pequeno me ensina, com aquele olhar diferente - afinal, olha o mundo a meio metro de altura - de atenção às coisas pequenas, como um insetinho morto no chão, que pega com os dedinhos e me mostra ou põe na boca... São coisas pequenas que não vejo normalmente porque meus dedos são grandes demais para pegar, meus olhos estão alto demais ou (deve ser isso) estou com pressa demais.
Se você, como eu, já tem aquela idade em que a vida é estável, tem um emprego estável e uma casa sua, então os anos devem estar cada vez mais parecidos. Sabe tentar lembrar quando mesmo foi que isso ou aquilo aconteceu, em que ano foi, e descobrir que foi há muito mais tempo do que imaginava? Pois é, o tempo é isso, é uma coisa que passa por nós cada vez mais rápido, deixando menos de si mesmo.
Bom, se você é desses que não anda vendo o tempo passar, saiba que ter uma criança crescendo por perto muda tudo. Fotos de poucos meses atrás são tão diferentes, há mudanças em tudo, no rosto, na expressão (sempre, a cada dia, mais inteligente), no tamanho (como crescem rápido!).
Agora, se você é desses que tem cada vez mais coisas para fazer no tempo que é cada vez menos, e se ainda por cima está numa idade em que certas coisas tomam mais tempo do que antes, estão experimente levar seu pequeno de um aninho, que já saiba andar (se não tiver um, peça emprestado, pais adoram ganhar umas horinhas de folga) a dar uma volta pela rua. Mas só vale de mãos dadas, sem colo.
Primeiro, para ele poder te acompanhar, com os passinhos curtos, vai ser preciso andar muito devagar. Para quem tem cada vez menos tempo para fazer cada vez mais coisas, é um exercício e tanto. Não adianta ter pressa porque o tempo é o dele.
Depois, vai descobrir que ele, além de andar devagarzinho porque tem perninhas pequenas, ainda por cima não anda em linha reta. Vai atrás de um passarinho que viu aqui, de outra criança que viu ali, de uma vitrine colorida, de qualquer coisa porque, para ele, a vida é nova e tudo é novo e interessante e fascinante.
Vá com ele. Olhe tudo o que ele olhar, esforce-se para levar quinze minutos para caminhar um quarteirão, tente olhar o mundo de meio metro de altura. Se a ansiedade e a pressa e as muitas coisas e o pouco tempo deixarem, vale a pena.
domingo, 11 de setembro de 2016
Reis, povos e museus
Trecho (mal) traduzido de La guía del Prado, de autoria de Alberto Pancorbo
"A instituição que hoje conhecemos como Museu do Prado abriu suas portas ao público em 19 de novembro de 1819 com o nome de Museu Real de Pinturas, dado que se havia criado por iniciativa e sob o patrocínio do rei Fernando VII. Em 1793 se inaugurara o Museu do Louvre, o primeiro dos museus públicos e modelo de todos os criados posteriormente. Em que pese seu caráter real, o Prado partilhava com o Louvre o objetivo de trazer à luz tesouros artísticos até então conhecidos e desfrutados somente por um grupo muito reduzido de pessoas pertencentes à realeza, à aristocracia ou à Igreja. Esta ideia de tornar pública a arte tinha uma raiz ilustrada e um desenvolvimento revolucionário e, como muitas outras ideias, se difundiu por toda a Europa graças às invasões napoleônicas. Já em começos do século se manifestou na Espanha a necessidade de criar na corte um museu que reunisse as obras artísticas de importância que não eram adequadamente conservadas em outras partes do país. Mas a iniciativa mais séria de criar um museu de pinturas chegou depois da invasão napoleônica e pela mão de José Bonaparte, que em 1809 promulgou um decreto pelo qual se criava em Madri um museu de pintura, que denominar-se-ia Museu Josefino.
[...]
O fim da Guerra de Independência espanhola, a saída dos franceses e a chegada a Madri de Fernando VII em maio de 1814 como rei, longe de fazer naufragar a iniciativa de criar um museu de arte, a favoreceu. Nos meses imediatamente posteriores a sua chegada, o rei dispôs o necessário e finalmente o Prado nasceu sob o patrocínio do rei Fernando VII e pago de seu bolso. Deste modo, se não por suas intenções, o Museu do Prado se distinguia claramente do Louvre pela forma em que se originou. Este último foi criado em pleno auge revolucionário com as obras nacionalizadas da coroa e as confiscadas da Igreja e dos nobres. Pelo contrário, os fundos do Museu do Prado se constituíram com as obras artísticas da Coleção Real".
"A instituição que hoje conhecemos como Museu do Prado abriu suas portas ao público em 19 de novembro de 1819 com o nome de Museu Real de Pinturas, dado que se havia criado por iniciativa e sob o patrocínio do rei Fernando VII. Em 1793 se inaugurara o Museu do Louvre, o primeiro dos museus públicos e modelo de todos os criados posteriormente. Em que pese seu caráter real, o Prado partilhava com o Louvre o objetivo de trazer à luz tesouros artísticos até então conhecidos e desfrutados somente por um grupo muito reduzido de pessoas pertencentes à realeza, à aristocracia ou à Igreja. Esta ideia de tornar pública a arte tinha uma raiz ilustrada e um desenvolvimento revolucionário e, como muitas outras ideias, se difundiu por toda a Europa graças às invasões napoleônicas. Já em começos do século se manifestou na Espanha a necessidade de criar na corte um museu que reunisse as obras artísticas de importância que não eram adequadamente conservadas em outras partes do país. Mas a iniciativa mais séria de criar um museu de pinturas chegou depois da invasão napoleônica e pela mão de José Bonaparte, que em 1809 promulgou um decreto pelo qual se criava em Madri um museu de pintura, que denominar-se-ia Museu Josefino.
[...]
O fim da Guerra de Independência espanhola, a saída dos franceses e a chegada a Madri de Fernando VII em maio de 1814 como rei, longe de fazer naufragar a iniciativa de criar um museu de arte, a favoreceu. Nos meses imediatamente posteriores a sua chegada, o rei dispôs o necessário e finalmente o Prado nasceu sob o patrocínio do rei Fernando VII e pago de seu bolso. Deste modo, se não por suas intenções, o Museu do Prado se distinguia claramente do Louvre pela forma em que se originou. Este último foi criado em pleno auge revolucionário com as obras nacionalizadas da coroa e as confiscadas da Igreja e dos nobres. Pelo contrário, os fundos do Museu do Prado se constituíram com as obras artísticas da Coleção Real".
Chega de política!!! Vamos falar de outras coisas?!
Na última sexta-feira saí com alguns amigos e (quase) não falamos sobre política. Foi muito agradável, rico, divertido e... saudável! Nos últimos meses parece que a política invadiu nossos pensamentos e conversas de modo avassalador. Isso é realmente doentio, dá uma sensação de sufocamento - até porque não temos muito de bom para falar sobre o tema. Conversar sobre política ultimamente nos induz apenas sentimentos de indignação, revolta, raiva ou medo; às vezes rimos, mas é um riso amargo. Falar continuamente sobre política é também alienação. Uma alienação perversa, por sinal, que nos afasta de tudo que é realmente precioso. Chega de política! Vamos falar de família, bichos de estimação, artes, filmes, quadrinhos, games, livros, enfim... tudo aquilo que realmente importa!
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