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quinta-feira, 29 de julho de 2021

quarta-feira, 28 de julho de 2021

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Braudel e a liberdade campesina

 Extrato do excelente Grammaire des civilisations, do célebre historiador Fernand Braudel


"Só há liberdade, a nosso ver, caso, entre o camponês e a terra, não se interponha mais nenhuma propriedade estranha, senhorial, citadina ou capitalista; caso nenhuma servidão pese sobre a pessoa do camponês; enfim, caso a atividade do último é suficientemente produtiva para assegurar sua nutrição, deixando-lhe um excedente e que esse excedente, caso chegue ao mercado vizinho, não faça apenas a fortuna do intermediário, que permita ao camponês comprar, ao menos, o necessário".




quarta-feira, 14 de julho de 2021

Nehru e o "Socialismo à indiana"

 Trecho de entrevista concedida pelo presidente da Índia Jawaharlal Nehru (um dos colaboradores mais próximos de Gandhi) em 1962


"Não somos socialistas doutrinários. Queremos simplesmente conduzir esse país à prosperidade a longo prazo e, mais imediatamente, elevar o nível de vida [da população] e reduzir as disparidades sociais. Para isso, agimos sobre a economia, mas deixando bastante espaço à empresa privada: uma parte da grande indústria, toda a pequena e média, e toda a agricultura escapam ao setor público. No campo, encorajamos as cooperativas, mas não temos nenhuma intenção de chegar ao coletivismo. Ainda uma vez, não somos socialistas doutrinários. Avançamos passo a passo, nos esforçamos para resolver problemas pacificamente. Não se esqueça, por exemplo, que, se destronamos os marajás, lhes deixamos seus palácios, suas imunidades, seus privilégios e lhes dotamos até a morte de uma lista civil muitas vezes considerável. Note-se, buscamos em toda ocasião seguir a via democrática".

Nehru ao lado de Gandhi


quarta-feira, 7 de julho de 2021

Yebosid

.Htrut Eht Kees Ohw Eshot Rof Ytud Larom A Si Seitirohtua Gniodgnorw Yebosid Ot

.Semit Lufgnorw Ni Efil Tneced A Rof Toor Eht Si Ecneidebosid Dlob Dna Lufecaep

.Elpoep Tneidebo Yldnilb Deen Dna Evol Stnaryt

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Yebosid

Aviso aos leitores: mudança na newsletter

O Feed Burner, serviço de newsletter usado pela Oficina de Clio só funcionará até o fim de julho. Assim sendo, o blog passará a empregar outro serviço similar. Os atuais assinantes da newsletter serão automaticamente incluídos na nova lista, mas provavelmente será necessário aceitar o novo serviço através de notificação enviada para as respectivas caixas de e-mail. Agradeço sinceramente aos poucos amigos leitores que acompanham este blog pelo tempo e atenção que generosamente concedem a minhas humildes garatujas!

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Todos os extremistas se parecem, especialmente quando muito se odeiam. Quanto maior o ódio mútuo, maior a semelhança, mais irrelevantes as diferenças. Por mais distintos que sejam seus fins, os extremistas se igualam pelos seus meios. A truculência importa mais que suas vãs justificativas.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Depuis six mille ans la guerre

Poema de Victor Hugo

Depuis six mille ans la guerre
Plait aux peuples querelleurs,
Et Dieu perd son temps à faire
Les étoiles et les fleurs.

Les conseils du ciel immense,
Du lys pur, du nid doré,
N'ôtent aucune démence
Du coeur de l'homme effaré.

Les carnages, les victoires,
Voilà notre grand amour ;
Et les multitudes noires
Ont pour grelot le tambour.

La gloire, sous ses chimères
Et sous ses chars triomphants,
Met toutes les pauvres mères
Et tous les petits enfants.

Notre bonheur est farouche ;
C'est de dire : Allons ! mourons !
Et c'est d'avoir à la bouche
La salive des clairons.

L'acier luit, les bivouacs fument ;
Pâles, nous nous déchaînons ;
Les sombres âmes s'allument
Aux lumières des canons.

Et cela pour des altesses
Qui, vous à peine enterrés,
Se feront des politesses
Pendant que vous pourrirez,

Et que, dans le champ funeste,
Les chacals et les oiseaux,
Hideux, iront voir s'il reste
De la chair après vos os !

Aucun peuple ne tolère
Qu'un autre vive à côté ;
Et l'on souffle la colère
Dans notre imbécillité.

C'est un Russe ! Egorge, assomme.
Un Croate ! Feu roulant.
C'est juste. Pourquoi cet homme
Avait-il un habit blanc ?

Celui-ci, je le supprime
Et m'en vais, le coeur serein,
Puisqu'il a commis le crime
De naître à droite du Rhin.

Rosbach ! Waterloo ! Vengeance !
L'homme, ivre d'un affreux bruit,
N'a plus d'autre intelligence
Que le massacre et la nuit.

On pourrait boire aux fontaines,
Prier dans l'ombre à genoux,
Aimer, songer sous les chênes ;
Tuer son frère est plus doux.

On se hache, on se harponne,
On court par monts et par vaux ;
L'épouvante se cramponne
Du poing aux crins des chevaux.

Et l'aube est là sur la plaine !
Oh ! j'admire, en vérité,
Qu'on puisse avoir de la haine
Quand l'alouette a chanté.


quarta-feira, 16 de junho de 2021

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Ontologia do contracheque

O contracheque é o indiscutível e inabalável fundamento da realidade. É a "ontologia" última.

Não consigo imaginar que a humanidade tenha existido antes do contracheque. Nem o universo. No princípio, havia o contracheque - ele pagou Deus e viu que era bom.

A única coisa que diferencia os vivos dos mortos é que os vivos possuem seus nomes em contracheques.

Eis porque o Comunismo ameaça o próprio tecido da realidade. Numa sociedade sem classes e sem contracheques o universo inteiro entraria em colapso.

Toda a realidade é mero reflexo dos contracheques. A iluminação consiste em fazer coincidir nossa existência mundana com nossa essência transcendente no continuum dos contracheques. Platão, Plotino e Berkeley chegaram perto dessa divina contemplação.

Quando você olha para o contracheque, o contracheque olha de volta para você.

A plenitude anímica é conquistada quando o bruto e o líquido se tornam rigorosamente idênticos, mas isso não se dá em nosso plano existencial.