Hoje choro lágrimas de fogo.
Choro pela maldição conjurada na Câmara dos Deputados contra o povo brasileiro.
Choro por essa sórdida "Reforma" que condenará milhões de trabalhadores a uma velhice de miserável subsistência. Choro por esse texto infame que rouba o pão da boca de inválidos, viúvas e órfãos.
Choro por essa abominação que promete acabar com privilégios, mas deixa intocados magistrados e militares.
Choro por aqueles que teimam em acreditar que essa reforma trará emprego e prosperidade ao país. Choro por essas vãs esperanças de gente desesperada.
Choro pela gente ingênua, esfaqueada nas costas por aqueles que prometiam zelar por seus interesses.
Choro por todos os analfabetos políticos, analfabetos funcionais, analfabetos disfuncionais e analfabetos emocionais que entregam o próprio destino em mãos tão imundas.
Choro pelas lágrimas de crocodilo derramadas por Rodrigo Maia. Choro pelos pérfidos aplausos que causaram essas lágrimas.
Sinto tristeza, raiva, indignação e impotência, misturadas, borbulhantes, ferventes.
Hoje sou um vulcão.
Hoje choro lágrimas de fogo.
quinta-feira, 11 de julho de 2019
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Afinidade e identidade
Afinidades interessam e importam muito mais que identidades.
As primeiras convidam ao movimento e à abertura, enquanto as últimas induzem à estagnação e ao fechamento. Afinidades tendem a dissolver barreiras e a formar laços, enquanto identidades frequentemente elevam muros e forjam grilhões. Identidades geralmente enfatizam diferenças para fabricar similaridades, enquanto as afinidades mobilizam as similaridades para transcender as diferenças. Em sua plenitude, a afinidade aceita o outro tal como é, enquanto a identidade, cedo ou tarde, exige que ele se torne alguma coisa: uma atrai, onde a outra impõe.
"Eu e tu", diz uma; "nós contra eles", clama a outra.
As afinidades remetem à generosa leveza da Graça, enquanto as identidades lembram a mesquinha dureza da Lei...
terça-feira, 9 de julho de 2019
Nosso Herói
Nosso Herói caiu do cavalo; está caído, ferido, ensanguentado. Sua brilhante armadura está enlameada.
Exposto, Nosso Herói fugiu, se escondeu, sumiu. Ai de Nós! Ai de Nós!
Choramos como crianças abandonadas, como órfãos indefesos, como virgens enganadas, como viúvas desamparadas.
A máscara caiu. Nosso Herói tem duas caras. Ele está nu; não passa de uma doce mentira.
Nosso Herói é apenas mais um Vilão - Nosso Vilão.
Nosso Herói não existe.
Nosso Herói nunca existiu.
Fabricamos Nosso Herói da sórdida argila com que se fazem todos os ídolos.
Mas a Farsa continua. Queremos acreditar. Precisamos acreditar. Nosso Vilão precisa ser Nosso Herói.
Vendem nossos olhos. Tampem nossos ouvidos. A Verdade dói. Não queremos sofrer. Ai de Nós! Ai de Nós!
Vilão contra Vilão, que vença o Nosso.
Exposto, Nosso Herói fugiu, se escondeu, sumiu. Ai de Nós! Ai de Nós!
Choramos como crianças abandonadas, como órfãos indefesos, como virgens enganadas, como viúvas desamparadas.
A máscara caiu. Nosso Herói tem duas caras. Ele está nu; não passa de uma doce mentira.
Nosso Herói é apenas mais um Vilão - Nosso Vilão.
Nosso Herói não existe.
Nosso Herói nunca existiu.
Fabricamos Nosso Herói da sórdida argila com que se fazem todos os ídolos.
Mas a Farsa continua. Queremos acreditar. Precisamos acreditar. Nosso Vilão precisa ser Nosso Herói.
Vendem nossos olhos. Tampem nossos ouvidos. A Verdade dói. Não queremos sofrer. Ai de Nós! Ai de Nós!
Vilão contra Vilão, que vença o Nosso.
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| "I believe in Harvey Dent". |
sábado, 6 de julho de 2019
Bolsonaro, trabalho infantil e adultos desempregados
Em seu mais recente episódio de (calculada?) incontinência verbal, o Sr. Jair Messias Bolsonaro se pronunciou favorável ao trabalho infantil e suas virtudes para a formação do caráter das crianças.
Para além das evidentes objeções morais que tal discurso suscita, vale a pena questioná-lo sob uma perspectiva puramente econômica.
Qual seria a coerência de se falar em trabalho infantil num país onde há alguns milhões de adultos desempregados e subempregados?!
O vasto contingente de adultos desempregados é um problema não apenas do Brasil, mas da atual conjuntura mundial. A cada ano inúmeros postos de trabalho são ameaçados pelos avanços da automação e da informatização, bem como de oscilações macroeconômicas desfavoráveis.
Países da União Europeia já discutem seriamente o crescente impacto da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho e debatem possíveis políticas públicas para mitigar os prováveis problemas econômicos e sociais daí decorrentes.
Enquanto isso, nosso desorientado e tragicômico presidente, com o moralismo barato que lhe é habitual, declama as belas virtudes do trabalho infantil - indiretamente escarnecendo de todos os adultos desempregados do Brasil. Nosso presidente sonha em botar as crianças para trabalhar, quando deveria se preocupar em garantir condições econômicas para que elas encontrem postos de trabalho ao chegar à idade adulta.
Anacronismo, teu nome é Bolsonaro.
Para além das evidentes objeções morais que tal discurso suscita, vale a pena questioná-lo sob uma perspectiva puramente econômica.
Qual seria a coerência de se falar em trabalho infantil num país onde há alguns milhões de adultos desempregados e subempregados?!
O vasto contingente de adultos desempregados é um problema não apenas do Brasil, mas da atual conjuntura mundial. A cada ano inúmeros postos de trabalho são ameaçados pelos avanços da automação e da informatização, bem como de oscilações macroeconômicas desfavoráveis.
Países da União Europeia já discutem seriamente o crescente impacto da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho e debatem possíveis políticas públicas para mitigar os prováveis problemas econômicos e sociais daí decorrentes.
Enquanto isso, nosso desorientado e tragicômico presidente, com o moralismo barato que lhe é habitual, declama as belas virtudes do trabalho infantil - indiretamente escarnecendo de todos os adultos desempregados do Brasil. Nosso presidente sonha em botar as crianças para trabalhar, quando deveria se preocupar em garantir condições econômicas para que elas encontrem postos de trabalho ao chegar à idade adulta.
Anacronismo, teu nome é Bolsonaro.
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| Uma imagem do futuro sonhado por Bolsonaro. |
quinta-feira, 4 de julho de 2019
Quem vigia os vigilantes?
Hoje, no Centro da cidade, vi um agente de segurança pública jogando lixo na calçada. Não é a cara do Rio?
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| Nem em Springfield se vê uma coisa dessas. |
quarta-feira, 3 de julho de 2019
terça-feira, 2 de julho de 2019
Moro e Greenwald - O caráter não se compra
Sérgio Moro acaba de se retirar intempestivamente da sessão parlamentar onde prestava esclarecimentos sobre os vazamentos recentemente divulgados pelo site The Intercept.
Sob os gritos de "fujão", Moro se retirou em reação a fala do deputado Glauber Braga, que o chamara de "juiz ladrão e corrompido". Certamente a fala de Braga foi inadequada e indecorosa; com efeito, um dos piores defeitos do deputado, a meu ver, é sua incontinência verbal, que vez ou outra o leva a ultrapassar limites.
Todavia, a atitude de Moro me parece ainda mais desrespeitosa que as falas de Braga. Desrespeitosa, em primeiro lugar, para com os deputados presentes à sessão, muitos dos quais (inclusive governistas), aguardavam havia mais de 7 horas para apresentar suas questões ao Ministro da Justiça. Pior ainda, atitude desrespeitosa para com todos os cidadãos que desejam os devidos esclarecimentos sobre as suspeitas de descumprimento das regras do processo penal que pesam sobre a conduta de Moro no exercício da magistratura.
Suspeito de improbidade, o juiz trata como réus e inimigos aqueles que agora cumprem o republicano dever de investigar sua conduta. Mais uma vez demonstrando sua vaidade, aquele que tantos julgou agora não aceita se ver como objeto de julgamento. O "superministro" se recusa a ser tratado como reles mortal.
O gesto de Moro denota uma atitude melindrosa e suscetível que não se espera da parte de um ministro de Estado. A partir do momento que aceitou um cargo público de tamanha importância deveria demonstrar a devida disposição a engolir alguns sapos em nome da democracia. Noblesse oblige.
Vale comparar a conduta do ministro à do jornalista Glenn Greenwald em condições semelhantes. Comparecendo diante dos deputados, Greenwald teve de encarar situações muito mais vexatórias, desde ameaças diretas por parte de deputados que, atropelando a própria Constituição, exigiam sua prisão imediata até ofensas de ordem pessoal acerca de sua orientação sexual e de sua vida conjugal.
Apesar de tamanhos constrangimentos, Greenwald não se deixou intimidar, permanecendo até o fim da sessão, respondendo mesmo às piores ameaças e ofensas com firmeza, profissionalismo, polidez e urbanidade, mantendo a serenidade e a compostura, sem jamais se rebaixar ao nível daqueles que o desrespeitavam.
Nas circunstâncias mais hostis é que demonstramos nosso caráter. Como diria meu avô, é o que diferencia homens de moleques. Greenwald passou pela provação, tornando-a testemunho de sua integridade. Moro, pelo contrário, mostrou que lhe falta coragem quando lhe falta a toga. Moro hoje descobriu que a política não é um tribunal onde o juiz pode chamar o meirinho para prender quem o desacate. Desprovido do aparato da magistratura, Moro se revelou um covarde com um ego frágil, incapaz de suportar o mínimo arranhão. Ao "superministro" falta a fleuma que todo árbitro de futebol demonstra diante dos uivos da arquibancada.
O caráter não se compra. Nem se adquire num concurso para a magistratura...
Sob os gritos de "fujão", Moro se retirou em reação a fala do deputado Glauber Braga, que o chamara de "juiz ladrão e corrompido". Certamente a fala de Braga foi inadequada e indecorosa; com efeito, um dos piores defeitos do deputado, a meu ver, é sua incontinência verbal, que vez ou outra o leva a ultrapassar limites.
Todavia, a atitude de Moro me parece ainda mais desrespeitosa que as falas de Braga. Desrespeitosa, em primeiro lugar, para com os deputados presentes à sessão, muitos dos quais (inclusive governistas), aguardavam havia mais de 7 horas para apresentar suas questões ao Ministro da Justiça. Pior ainda, atitude desrespeitosa para com todos os cidadãos que desejam os devidos esclarecimentos sobre as suspeitas de descumprimento das regras do processo penal que pesam sobre a conduta de Moro no exercício da magistratura.
Suspeito de improbidade, o juiz trata como réus e inimigos aqueles que agora cumprem o republicano dever de investigar sua conduta. Mais uma vez demonstrando sua vaidade, aquele que tantos julgou agora não aceita se ver como objeto de julgamento. O "superministro" se recusa a ser tratado como reles mortal.
O gesto de Moro denota uma atitude melindrosa e suscetível que não se espera da parte de um ministro de Estado. A partir do momento que aceitou um cargo público de tamanha importância deveria demonstrar a devida disposição a engolir alguns sapos em nome da democracia. Noblesse oblige.
Vale comparar a conduta do ministro à do jornalista Glenn Greenwald em condições semelhantes. Comparecendo diante dos deputados, Greenwald teve de encarar situações muito mais vexatórias, desde ameaças diretas por parte de deputados que, atropelando a própria Constituição, exigiam sua prisão imediata até ofensas de ordem pessoal acerca de sua orientação sexual e de sua vida conjugal.
Apesar de tamanhos constrangimentos, Greenwald não se deixou intimidar, permanecendo até o fim da sessão, respondendo mesmo às piores ameaças e ofensas com firmeza, profissionalismo, polidez e urbanidade, mantendo a serenidade e a compostura, sem jamais se rebaixar ao nível daqueles que o desrespeitavam.
Nas circunstâncias mais hostis é que demonstramos nosso caráter. Como diria meu avô, é o que diferencia homens de moleques. Greenwald passou pela provação, tornando-a testemunho de sua integridade. Moro, pelo contrário, mostrou que lhe falta coragem quando lhe falta a toga. Moro hoje descobriu que a política não é um tribunal onde o juiz pode chamar o meirinho para prender quem o desacate. Desprovido do aparato da magistratura, Moro se revelou um covarde com um ego frágil, incapaz de suportar o mínimo arranhão. Ao "superministro" falta a fleuma que todo árbitro de futebol demonstra diante dos uivos da arquibancada.
O caráter não se compra. Nem se adquire num concurso para a magistratura...
sexta-feira, 28 de junho de 2019
Um evangélico no STF?
Bolsonaro diz que deseja um evangélico no STF.
Um evangélico no STF não é, por si, um problema. Sendo laico o Estado, um ministro do STF pode ser evangélico, católico, umbandista, candomblecista, ateu, agnóstico, espírita, hindu, budista, muçulmano, parse, jedi - até satanista. Tanto faz. A religião de um magistrado não é assunto relevante ou pertinente sob uma perspectiva republicana e democrática.
No entanto, é grave, muito grave, que o presidente de uma república laica considere a religião de um magistrado como um critério válido para uma indicação ao STF. A mera sugestão desse absurdo já é um atentado contra a Constituição.
Ao menos em teoria, um magistrado de nossa corte suprema deve julgar os processos que lhe chegam às mãos fundamentado EXCLUSIVAMENTE no ordenamento jurídico brasileiro, desconsiderando, tanto quanto possível, suas convicções, preferências e inclinações pessoais - religiosas, políticas ou de qualquer outra natureza. Uma indicação ao STF DEVE considerar APENAS a solidez do domínio de nosso ordenamento jurídico por parte do magistrado em questão.
À medida que desconsidera esses princípios básicos e evidentes, Bolsonaro subverte o sentido e o significado da Justiça, atirando pela janela todas as conquistas da teoria jurídica consolidadas desde o século XVIII.
Paradoxalmente, por sinal, o infeliz propósito de Bolsonaro me lembra muito o tipo de "justiça" praticado por tribunais católicos contra inúmeros protestantes nos tempos que sucederam a Reforma...!
Contudo, a coisa é ainda mais... "interessante".
A declaração do presidente deixou alguns amigos meus confusos: "Mas ele não é católico?" - dizia um. "Não, ele é evangélico; não lembra que ele foi batizado pelo Malafaia no Rio Jordão?" - retrucava outro. "Ele foi batizado pelo Malafaia no Jordão, mas é católico mesmo. A verdadeira religião de Bolsonaro é o oportunismo" - respondi eu.
Com efeito, me parece provável que o presidente sequer cogite seriamente fazer tal indicação. É possível que a declaração seja mero afago à bancada evangélica e, mais ainda, ao eleitor evangélico - uma promessa oca para agradar e distrair essa importante parcela de seu eleitorado, predisposta a acolher tal notícia com messiânico entusiasmo, nostálgica de uma Jerusalém idealizada.
Também soa como mais um de seus artifícios para gerar polêmicas baratas e vazias, como já se tornou costumeiro. Assim como Trump, Bolsonaro se fez um especialista na geração de ruído midiático - o tal "firehosing", como dizem os americanos.
Em suma, apenas mais um episódio da politicagem que temos visto nos últimos seis meses, estratégia de um governo que vem oferecendo muitas bravatas e poucas realizações.
Um evangélico no STF não é, por si, um problema. Sendo laico o Estado, um ministro do STF pode ser evangélico, católico, umbandista, candomblecista, ateu, agnóstico, espírita, hindu, budista, muçulmano, parse, jedi - até satanista. Tanto faz. A religião de um magistrado não é assunto relevante ou pertinente sob uma perspectiva republicana e democrática.
No entanto, é grave, muito grave, que o presidente de uma república laica considere a religião de um magistrado como um critério válido para uma indicação ao STF. A mera sugestão desse absurdo já é um atentado contra a Constituição.
Ao menos em teoria, um magistrado de nossa corte suprema deve julgar os processos que lhe chegam às mãos fundamentado EXCLUSIVAMENTE no ordenamento jurídico brasileiro, desconsiderando, tanto quanto possível, suas convicções, preferências e inclinações pessoais - religiosas, políticas ou de qualquer outra natureza. Uma indicação ao STF DEVE considerar APENAS a solidez do domínio de nosso ordenamento jurídico por parte do magistrado em questão.
À medida que desconsidera esses princípios básicos e evidentes, Bolsonaro subverte o sentido e o significado da Justiça, atirando pela janela todas as conquistas da teoria jurídica consolidadas desde o século XVIII.
Paradoxalmente, por sinal, o infeliz propósito de Bolsonaro me lembra muito o tipo de "justiça" praticado por tribunais católicos contra inúmeros protestantes nos tempos que sucederam a Reforma...!
Contudo, a coisa é ainda mais... "interessante".
A declaração do presidente deixou alguns amigos meus confusos: "Mas ele não é católico?" - dizia um. "Não, ele é evangélico; não lembra que ele foi batizado pelo Malafaia no Rio Jordão?" - retrucava outro. "Ele foi batizado pelo Malafaia no Jordão, mas é católico mesmo. A verdadeira religião de Bolsonaro é o oportunismo" - respondi eu.
Com efeito, me parece provável que o presidente sequer cogite seriamente fazer tal indicação. É possível que a declaração seja mero afago à bancada evangélica e, mais ainda, ao eleitor evangélico - uma promessa oca para agradar e distrair essa importante parcela de seu eleitorado, predisposta a acolher tal notícia com messiânico entusiasmo, nostálgica de uma Jerusalém idealizada.
Também soa como mais um de seus artifícios para gerar polêmicas baratas e vazias, como já se tornou costumeiro. Assim como Trump, Bolsonaro se fez um especialista na geração de ruído midiático - o tal "firehosing", como dizem os americanos.
Em suma, apenas mais um episódio da politicagem que temos visto nos últimos seis meses, estratégia de um governo que vem oferecendo muitas bravatas e poucas realizações.
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| Bispo Macedo fantasiado de Salomão. |
quinta-feira, 27 de junho de 2019
Patetas e patotas
Todo pateta busca uma patota: assim se formam as patotas de patetas. O pateta precisa da patota, pois fora dela ele não é nada nem ninguém. A opinião da patota é a lei do pateta. Se o pateta imita a patota, a patota aplaude o pateta. O pateta detesta pensar, mas a patota faz a gentileza de pensar por ele. Não há lugar para liberdade na patota - só há vaga para patetas. Felizmente o pateta não deseja liberdade; basta-lhe o sufocante conforto da patota.
quarta-feira, 26 de junho de 2019
39kg da pura
Contribuições de vários amigos sobre a pó-lemica do dia:
Bagagem gratuita de até 23kg? Barrado pelo presidente. 39kg de cocaína na comitiva presidencial? Aí tá tranquilo...
***
O tal sargento estava tirando as drogas do Brasil para não matarem nossas crianças.
***
Foi "o hacker" que infiltrou essa cocaína no avião. Moro suspeita que a cocaína pode ter sido adulterada. Mas não vê nenhum problema. E nem lembra de ter cheirado carreira nenhuma.
***
O avião presidencial leva um avião dentro. Proeza militar brasileira: inventamos o avião porta-aviões.
***
-O avião é a vapor?
-Não sei dizer. Melhor perguntar a um militar de carreira.
***
-Os comissários, então, não servem Pepsi, só Coca?
-Importante é o canudinho.
***
O problema é a polícia espanhola: muito xereta.
***
Esperto era o FHC: só viajava em voo de carreira.
***
Agora imagina os cachorros da polícia espanhola: devem ter ficado trincadões...
***
"Ordem e PÓgresso".
***
Quanta hiPÓcrisia!
Bagagem gratuita de até 23kg? Barrado pelo presidente. 39kg de cocaína na comitiva presidencial? Aí tá tranquilo...
***
O tal sargento estava tirando as drogas do Brasil para não matarem nossas crianças.
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Foi "o hacker" que infiltrou essa cocaína no avião. Moro suspeita que a cocaína pode ter sido adulterada. Mas não vê nenhum problema. E nem lembra de ter cheirado carreira nenhuma.
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O avião presidencial leva um avião dentro. Proeza militar brasileira: inventamos o avião porta-aviões.
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-O avião é a vapor?
-Não sei dizer. Melhor perguntar a um militar de carreira.
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-Os comissários, então, não servem Pepsi, só Coca?
-Importante é o canudinho.
***
O problema é a polícia espanhola: muito xereta.
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Esperto era o FHC: só viajava em voo de carreira.
***
Agora imagina os cachorros da polícia espanhola: devem ter ficado trincadões...
***
"Ordem e PÓgresso".
***
Quanta hiPÓcrisia!
quarta-feira, 19 de junho de 2019
segunda-feira, 17 de junho de 2019
No buraco
Nosso buraco é muito fundo. Temos uma esquerda louca e uma direita delirante.
Muita gente oportunista falando asneiras de todos os lados e uma multidão de burros fanáticos para aplaudir e torcer por seus respectivos campeões.
Muita gente oportunista falando asneiras de todos os lados e uma multidão de burros fanáticos para aplaudir e torcer por seus respectivos campeões.
E seguimos cavando...
domingo, 16 de junho de 2019
Yougnorância - A epidemia mais grave de nosso século
O Youtube vem se tornando a maior escola de ignorância do mundo. Ou seria "yougnorância"?
Qualquer analfabeto funcional pode postar um vídeo na plataforma. Milhões de outros podem assistir esses vídeos. Como violenta infecção, a Yougnorância é viral. Educação é a única vacina eficaz contra essa epidemia. Mas quem está preocupado com isso?
Educar dá muito trabalho; a Yougnorância, por outro lado, é gratuita e não exige esforços. Oferecer banda larga para mentes estreitas é um grave perigo...
Qualquer analfabeto funcional pode postar um vídeo na plataforma. Milhões de outros podem assistir esses vídeos. Como violenta infecção, a Yougnorância é viral. Educação é a única vacina eficaz contra essa epidemia. Mas quem está preocupado com isso?
Educar dá muito trabalho; a Yougnorância, por outro lado, é gratuita e não exige esforços. Oferecer banda larga para mentes estreitas é um grave perigo...
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