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quinta-feira, 9 de março de 2017

Carta aberta aos servidores da FAETEC-RJ (09/03/2017)

Queridos colegas,

O Estado está fazendo de tudo para que nos choquemos contra os responsáveis e estudantes. Nós vamos cair no jogo do Pezão ou faremos nosso próprio jogo? 

O caminho está repleto de armadilhas; precisamos ter passos cuidadosos. 

Pezão e companhia já escreveram o roteiro da peça e definiram um papel para os professores: bode expiatório. Seria nesse momento sábio cumprir esse papel? Será que não podemos improvisar nosso próprio papel?!

Estamos numa verdadeira partida de xadrez, e o jogo promete ser longo. Não há qualquer esperança razoável de chegar a um xeque-mate em uma ou duas jogadas. O enxadrista vencedor costuma ser o menos precipitado.

No momento, acho melhor dar corda pro Pedro Fernandes. A maioria dos oportunistas, cedo ou tarde, acaba se enforcando. E que seja cedo...

Enfim, não tenho e nunca tive medo de fazer greve. Em 2014 tive o ponto cortado ilegalmente por Eduardo Paes e fiquei dois meses sem meu salário da prefeitura; nem por isso deixei de aderir à greve da FAETEC de 2016. Todavia, penso que a greve não é a melhor estratégia nesse momento; uma greve a essa altura é tudo que Pezão e companhia desejam. Vamos entregar isso a eles de bandeja?

A greve é uma ferramenta legítima e importantíssima de reivindicação do trabalhador, mas nem todo contexto é favorável a seu uso. Como dizem, quando você possui apenas um martelo, começa a ver tudo como prego - e agora, em março de 2017, estamos diante de um parafuso. Em minha opinião, qualquer alternativa que atrase ainda mais a conclusão do ano letivo de 2016 deve ser descartada do baralho.

Chegou a hora de usar a criatividade e refletir coletivamente sobre o que podemos fazer. Pequenos gestos às vezes iniciam grandes mudanças. Qual será o gesto pequenino que nos trará uma grande mudança?

Grande abraço,
Luiz Fabiano


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