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sábado, 5 de outubro de 2013

Maravilhas ocultas

Hoje seguia eu em minha peregrinação semanal a Niterói, cruzando nossa belíssima Guanabara na minha tão querida (?) barca. Uma viagem que já se tornou mais que rotineira após dois anos de mestrado e quatro de doutorado na UFF.

No entanto, hoje tive uma companhia de viagem pouco comum. Na fileira de assentos atrás de mim sentou-se um grupo composto por uma família vinda de São Paulo, acompanhados por uma parente ou amiga carioca.

Pelo que percebi, era sua primeira visita ao Rio. Mal deixamos a Praça XV, eis que surge no horizonte algo que provoca viva admiração entre os turistas: a ponte Rio-Niterói. Os visitantes ficaram simplesmente extasiados, exclamando comentários entusiasmados a respeito da grandiosidade da obra. De fato, é um notável feito de engenharia. É titânica, colossal, incrível!

Fiquei chocado ao perceber o quanto a magnífica ponte, enterrada sob meu olhar rotineiro e cansado, não despertava mais minha atenção, tornando-se um banal detalhe da paisagem. E olha que a ponte é grande! Sacudido pelo inesperado entusiasmo dos companheiros de viagem, me dei ao trabalho de olhar pela janela, contemplando a estrutura com renovado interesse.  

Quantos espetáculos cotidianos não perdemos em nosso olhar viciado? Fiquei pensando no quanto é importante compartilhar perspectivas com nossos semelhantes; enxergando o mundo através de outros olhos, reencontramos as maravilhas ocultas sob a fadiga, reencantamos nossa realidade...

2 comentários:

Claudia disse...

Caramba: episódios como esse acontecem comigo com alguma frequência... Às vezes, caminhando pelo centro do Rio mesmo... É só deslocar o ângulo habitual do olhar um pouco mais pra cima e se surpreender com uma cidade bem diferente daquela a que estamos acostumados... Mt legal isso!

Luiz Fabiano de Freitas Tavares disse...

Exatamente! Outro dia, atravessando a rua, fiquei extremamente surpreso com a beleza da Presidente Vargas!