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sábado, 15 de junho de 2019

Enfermos

O mundo está doente; nós estamos doentes.
É o mundo que nos adoece ou somos nós que adoecemos o mundo?

"É muito grave, Doutor?"

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Competências presidenciais

Aqui vemos o Presidente da República equilibrando uma garrafa sobre (aparentemente) um tijolo de goiabada e uma lata de leite condensado. Num evento oficial.

Fica comprovado que o Sr. Jair Messias Bolsonaro tem talento para alguma coisa. Tem alma de artista - quem diria? Seria ótimo (para todos nós) que, seguindo suas vocações e inclinações naturais, tivesse cursado Escola Nacional de Circo.

Infelizmente, vivemos numa sociedade que não encoraja as pessoas ao pleno desenvolvimento de suas melhores aptidões. A História do século XX teria sido muito melhor se o jovem Adolf Hitler tivesse se tornado um pintor medíocre, em vez de um tirano sanguinário...


Um longo período de intoxicação mental exige um tempo igualmente longo de desintoxicação.

Super-Moro - O herói esvaziado

Andou circulando em algumas manifestações um boneco inflável que representava o juiz e "superministro" da Justiça Sergio Moro como o Superman. Estranha convergência de política, cultura pop e fascínio infantil por uma figura pública.

Como qualquer boneco inflável, Super-Moro era apenas uma fina casca cheia de ar. As recentes revelações feitas por Glenn Greenwald mostram apenas quanto ar havia por dentro do brinquedo.

Moro não é herói, vilão ou santo. O mesmo pode ser dito de Lula ou Bolsonaro.

O Brasil não precisa de heróis, vilões, santos, mitos ou messias.

O Brasil precisa, urgentemente, de cidadãos adultos e maduros - a cidadania é o único antídoto aos messianismos que desde sempre assolam nossa política.

Mas como é difícil formar cidadãos de verdade... O papel de fã ou torcedor sempre é mais fácil.




quarta-feira, 5 de junho de 2019

Propriedade: meio ou fim?

Muitos socialistas custam a entender que a propriedade privada é um ótimo meio, como já sugeria Aristóteles, na Política; por outro lado, muitos capitalistas se recusam a compreender que a propriedade privada é um péssimo fim, como já pregava Jesus, nos Evangelhos. Não precisa ser abolida; tampouco deve ser sacralizada. Ambas tendências podem conduzir a verdadeiras monstruosidades.


quinta-feira, 30 de maio de 2019

quarta-feira, 29 de maio de 2019

O problema do Brasil é que aqui as coisas demoram muito depressa. Ou algo assim.

terça-feira, 28 de maio de 2019

Tirânico Acróstico

Tirânicos
Rompantes
Unem
Muitos
Palermas

Pifiamente
Usando
Tristes
Ideias
Nostálgicas

Bestas
Ordinárias
Lamentavelmente
Semeiam
Onerosos
Nepotismos,
Arruinando
Repúblicas
Ocidentais

Muito
Alguns
Destroem,
Ultrapassando
Rivais
Obtusos

Oh!
Ruinosos
Bichos
Atacam
Nações

Diabolicamente
Urdindo
Terríveis
Enigmas,
Rudes
Tramas
Esquizofrênicas

Eles
Rugem
Diatribes
Obsoletas;
Gemeremos
Asfixiados?!
NÃO!!!


sexta-feira, 24 de maio de 2019

Da desonestidade intelectual

1) Um leigo faz uma afirmação falaciosa sobre determinado assunto.

2) Você, como especialista, esclarece detalhadamente o equívoco.

3) O leigo em questão ouve tais esclarecimentos, dá sinais de compreendê-los e
admite concordar ao menos parcialmente com eles.

4) Passa algum tempo.

5) O leigo em questão volta a defender a mesmíssima argumentação falaciosa.

6) Novos esclarecimentos, com resultados semelhantes.

7) Passa mais algum tempo.

8) O camarada reafirma (não sem alguma arrogância) as mesmas falácias.

CONCLUSÃO 1 - A pessoa em questão não é intelectualmente honesta.

CONCLUSÃO 2 - Esclarecer essa pessoa é pura perda de tempo.

CONCLUSÃO 3 - Melhor empregar seu precioso tempo com pessoas mais interessantes.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Frase do dia:
"Professor, nem minha família me valoriza... Pra que que eu vou valorizar a escola?!"
Dá o que pensar.

Justiça e Capitalismo

"As sociedades mais iníquas guardam alguns elementos de justiça misturados à mais completa iniquidade; eles lhe servem de pretexto, de salvaguarda e de garantia; e aí está precisamente a dificuldade do problema social. Demarcar o justo do injusto, marcar o ponto onde a legitimidade da poupança se converte em capitalismo abusivo, eis a tarefa não bárbara e grosseira, mas delicada e sutil do socialismo, e esta obra reclama toda a precisão da ciência, como ela reclama toda energia da consciência". 

Jean Jaurès (1891)

segunda-feira, 20 de maio de 2019

domingo, 19 de maio de 2019

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Bolsonaro contra a Educação

1) A ideia de que o governo está cortando verbas do Ensino Superior para realocá-las no Ensino Básico é falaciosa, pois as verbas destinadas ao Ensino Básico também sofreram cortes.

2) O MEC está demasiado preocupado em cortar gastos com as universidades públicas, quando há gastos monstruosos com o infame FIES, através do qual o governo vem há anos sustentando as universidades privadas. Preservar o FIES em detrimento do orçamento das universidades públicas é uma absurda inversão de prioridades, colocando interesses privados à frente de interesses públicos.

3) Dilma e Temer efetivamente fizeram cortes no orçamento do MEC - cortes maiores que os de Bolsonaro, inclusive. No entanto, os presidentes anteriores fizeram cortes consideráveis também em outros setores. Desse modo, proporcionalmente, o corte de Bolsonaro é muito mais rigoroso contra o MEC que contra outras pastas. Ou seja, o atual governo parece se preocupar com Educação AINDA MENOS que os anteriores. Basta comparar: em 2015, Dilma cortou 9,4 bilhões do MEC, mas o total dos cortes chegava a 78 bilhões; com Bolsonaro, o corte contra a Educação é de "apenas" 5,8 bilhões, mas o total é de "apenas" 29,5 bi.

4) Os cortes anteriores foram feitos com "simples" discurso de austeridade fiscal. Os cortes atuais, pelo contrário, foram anunciados pelo ministro com tom de hostilidade às universidades públicas, ofensivamente taxadas como locais de "balbúrdia". Isso confere aos cortes um caráter punitivo que os torna ainda mais detestáveis. É inadmissível que um ministro de Estado trate dessa maneira as instituições de ensino sob sua responsabilidade, desrespeitando os professores, pesquisadores, servidores e estudantes dessas instituições. Dilma e Temer apresentaram tais cortes como um mal necessário, enquanto a equipe de Bolsonaro tentou, ABSURDAMENTE, apresentá-los como um castigo merecido. Há uma significativa diferença entre essas abordagens.

5) Nesse contexto, a distinção entre "corte" e "contingenciamento" é mero malabarismo retórico. As instituições serão efetiva e imediatamente prejudicadas por essas medidas. Mais uma vez, cabe questionar por que razão o ministério se mostra mais comprometido com os interesses das universidades privadas que com a adequada manutenção das instituições públicas. É como se alguém tirasse comida de seus próprios filhos para sustentar os filhos do vizinho...


quarta-feira, 15 de maio de 2019

[des]Encontrando-nos

Viver é um contínuo distanciar-se de si mesmo para tornar-se a si mesmo, um constante reencontrar-se para ainda mais se distanciar logo além...