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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Dá pra acreditar...?!

Acredite se puder: minha esposa assinou um contrato de compra de um imóvel, depois ela pagou parcelas, eu declarei no imposto de renda, e aí, não sei por que motivos, eu nunca mais ouvi falar do imóvel, nem me preocupei com a questão, porque, afinal de contas, eu e minha esposa achamos dinheiro pela rua para sair comprando imóveis por aí, e depois largamos os investimentos feitos pela metade. Porque sim.

Esclarecimentos

"Não sei..."

"Fulano indicou Beltrano e eu só assinei".

"Não sei..."

"Parece que..."

"Não sei..."

"Eu não tenho influência nenhuma no partido pelo qual fui presidente duas vezes".

"Não sei..."

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Impressões sobre o depoimento de Lula

Pelo que vi no depoimento de hoje, me ocorrem duas possibilidades:

1- Lula é culpado.

OU...

2- Lula é inocente, mas era um presidente desatento, omisso e irresponsável, que delegava funções importantes de modo extremamente leviano.

Em suma, o ex-presidente foi a Curitiba para (teoricamente) prestar esclarecimentos, mas só ofereceu desculpas (pouco coerentes) que o fazem parecer um governante ingênuo e desleixado.

Pior ainda, figura como uma pessoa totalmente descuidada de seu próprio patrimônio pessoal e familiar, o que não é exatamente abonador para alguém que geriu um país inteiro durante 8 anos...

Ao dizer que pouco se interessava pelas dinâmicas internas de seu próprio partido também se expõe a ridículo - afinal de contas, seria ele um "analfabeto político"...?!

A alternativa 1 tem conotações jurídicas; a alternativa 2 tem conotações políticas - muito sérias, por sinal.
Os "moristas" agem como se o juiz fosse parte; os "lulistas" agem como se o juiz fosse réu. Na pátria de chuteiras, tudo vira questão de torcidas...

terça-feira, 9 de maio de 2017

Nessa grande casa de tolerância chamada Brasil não há virgens - nem o juiz Moro, nem o ex-presidente Lula, nem a Veja, nem o Diário do Centro do Mundo. Boa noite. Descansem em paz - se puderem...

domingo, 7 de maio de 2017

O Brasil segundo Escher

Mão esquerda e mão direita:
PMDB desenhando o PT desenhando o PMDB.


 A ascensão da Nova Classe Média.

Convenção anual do Partido Angélico Brasileiro.

 O futuro é por ali!

O povo brasileiro defendendo seus interesses.

O Brasil precisa de soluções simples.

 Eleições de 2018.
Ciências, Filosofias e Religiões são janelas abertas sobre o mundo. Mas há quem tome as janelas pela paisagem...

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Rótulos, slogans e argumentos

Não confunda rótulos ou slogans com argumentos; geralmente os rótulos e slogans servem apenas como lápides para indicar (vagamente) o lugar onde os argumentos foram enterrados. Muita gente acha que berrar slogans equivale a pensar, mas a diferença é considerável... Não confunda o pensamento vivo com seus pálidos fantasmas.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Qualquer trabalho dignifica o homem?

Trabalho é vida.

Todos os seres vivos trabalham, de alguma maneira. Animais, plantas e até bactérias empreendem algum tipo de esforço para sobreviver.

O ser humano começa a trabalhar assim que nasce, se esforçando para respirar e digerir, e mais tarde aprendendo a se locomover.

Através do trabalho, transformamos o mundo em um lugar um pouco menos hostil a nossa espécie. Pela magia do trabalho, sementes, argila e minérios passam à condição de alimento, moradia e ferramentas.

Alguns dizem que o trabalho liberta. Com efeito, ao longo da História, o trabalho efetivado por muitas gerações libertou os seres humanos de algumas das condições de vida mais difíceis, fornecendo meios de viver com mais conforto e segurança, oferecendo proteção contra intempéries, doenças e inúmeras outras dificuldades naturais.

Também dizem que o trabalho dignifica o homem. Será verdade? Qualquer trabalho dignifica o ser humano?

Vivemos hoje numa sociedade muito complexa, e muitos ofícios são necessários ao funcionamento de nosso mundo globalizado. A maioria das profissões é útil à coletividade em alguma medida e, assim sendo, são dignas.

No entanto, nem todas as condições de trabalho permitem que as pessoas vivam com dignidade.

O trabalho deveria nos permitir viver, mas muita gente trabalha apenas para sobreviver: quando uma pessoa passa a maior parte de sua semana realizando alguma tarefa e presa em intermináveis engarrafamentos apenas para ganhar um salário miserável que mal lhe permite pagar o aluguel e as contas, sustentar a família ou até cuidar de sua própria saúde, sua dignidade lhe é roubada. Mal lhe sobra tempo para conviver com amigos e familiares, cultivar o espírito através do estudo e outras atividades edificantes e gratificantes. Nossa sociedade trata a maioria de seus trabalhadores como reles animais, como se precisassem apenas de uma ração barata e uma toca limpa para viver...

Quando o trabalho é digno, mas o trabalhador não recebe condições de viver com dignidade, é uma grande hipocrisia dizer que "o trabalho dignifica o homem"...


George Monbiot on Neoliberalism: "A self-serving racket"

Os mundos e suas placas

Cerca de meia-noite.

Abro os olhos no vagão de trem fracamente iluminado. As entranhas do veículo parado emitem um suave zumbido. Ainda sonolento, olho pela janela e levo um tremendo susto. O trem se encontra parado numa pequena estação ferroviária, deserta. A placa da estação ostenta palavras incompreensíveis. Polonês...?! O que teria acontecido?!

Eu partira de Paris ao cair da tarde e adormecera ainda na França, a caminho de Madri. Teria o trem tomado a linha errada, rumando para algum lugar da Europa Oriental? Mas... como?! Seria impossível percorrer tamanha distância em tão pouco tempo! Como o maquinista não teria percebido que viajávamos na direção errada? Seria isso possível?! Onde estaríamos? Onde?! O que se passava?! Estaria eu dormindo ou acordado?! Seria aquilo um sonho?

Durante alguns minutos me debatia nesses pensamentos angustiados e desconcertantes, quando finalmente me dei conta do que se passava: estávamos no País Basco! A língua estranha naquela placa não pertencia ao Leste Europeu, mas aos Pirineus.

Passei por essa curiosa experiência em 2012. Além de engraçada, ela me parece instigante em vários sentidos. Antes de tudo, pelo modo como o letramento informa nossa percepção de mundo, a ponto que a mera leitura de um placa possa provocar tamanho estranhamento, induzindo até uma angústia pavorosa. Ao mesmo tempo, lembra quanto nossas próprias percepções de espaço, distância e tempo incorporam também dimensões linguísticas às quais mal prestamos atenção, a não ser quando nos deparamos com o inesperado.

Não é apenas uma questão de língua, todavia, mas de contexto social específico. Digamos, se eu tivesse avistado um simples cartaz em basco afixado à parede da estação, a sensação de estranhamento talvez fosse menos brutal. Há aí um problema de convenções de sinalização: eu sabia que aquela não era uma placa qualquer, mas que indicava o nome do lugar onde estávamos - um nome que não parecia nada francês ou espanhol. Um nome estranho, num determinado contexto convencional, foi capaz de me induzir a imaginar coisas absurdas e extremamente improváveis. Nesse caso, as convenções, que normalmente servem para facilitar e orientar nosso trânsito pelo mundo, atuaram de modo inesperado, desorientando e dificultando a percepção da realidade. No limite, a sonolência contribuiu até para que me pusesse a questionar a própria realidade de minhas percepções naquele momento!

Essa situação me trouxe curiosas ressonâncias, lembrando a epopeia ferroviária de Jacinto de Tormes em A cidade e as serras, perdido entre os mundos francês e ibérico...

Mas minhas experiências estranhas com placas ainda não estavam esgotadas naquela semana. Após breve estadia em Madri, seguimos para Lisboa. Depois de dois meses morando em Paris, finalmente retornava a uma terra onde se fala minha língua nativa.

No entanto, em inúmeros momentos, me pegava estranhando algumas placas, escritas em minha própria língua. Após minha brevíssima passagem por Madri, meu primeiro impulso em diversos momentos era de achar que havia erros de tipografia nas placas, invariavelmente seguidos, após um lapso infinitesimal, pela consciência de que elas estavam escritas em português... não em espanhol! Esses pequenos equívocos aconteciam sempre em momentos que me encontrava distraído, causando um breve desconforto, quase como um susto.

O mais curioso nisso tudo é que, durante os dois meses que passara em Paris, não perdera contato com a língua portuguesa. Era a língua que usava em casa com minha esposa, bem como com os demais companheiros de andar na Casa do Brasil da Cidade Universitária. Era também a língua com que mantinha contato cotidiano com meus amigos do Brasil, através da Internet, sem falar nos livros em português que levara do Brasil e nos telefonemas para a família. Em suma, não passei nenhum dia na França sem usar a língua portuguesa - falando, ouvindo, lendo, escrevendo. Como era possível que viesse a estranhá-la tanto, em Lisboa? Estranhar uma língua tão estranha quanto o basco, vá lá, mas estranhar minha língua nativa e cotidiana... Não fazia nenhum sentido!

Mais uma vez, me parece, trata-se de uma questão de contexto. Durante os dois meses anteriores eu realmente utilizara o português em meu dia-a-dia, mas em situações muito específicas: em livros, no computador ou na comunicação oral. Praticamente tudo que via em ambiente urbano estava escrito em francês. Naqueles dois meses, a língua de Molière se tornara minha língua de uso público, enquanto a língua de Camões era minha língua de uso privado. Inconscientemente, eu criara para mim dois mundo linguísticos paralelos em uma mesma cidade: minha Paris era francófona e lusófona ao mesmo tempo.

Desse modo, chegando a Lisboa, me encontrava num ambiente linguístico um tanto diferente, onde o português retornara um tanto bruscamente à condição de língua única. Era, na verdade, meu ambiente familiar, do qual me desacostumara: ali estava eu, parodiando Lévi-Strauss, a estranhar o familiar...!

"Minha pátria é a língua portuguesa", disse Fernando Pessoa. Tomo a liberdade de acrescentar que nossos mundos são nossas línguas e seus contextos, repletos de estranhos estranhamentos...

Nem tenho certeza se isso aqui é basco, mesmo...

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Chaves, Dona Florinda e os direitos dos trabalhadores

Dona Florinda contratara o pequeno Chaves para trabalhar em seu restaurante em troca das gorjetas que conseguisse obter dos clientes. O jovenzinho ingressava assim nas fileiras do trabalho infantil e do mercado informal de trabalho. Uma situação muito comum na América Latina em meados dos anos 70 - e relativamente comum até hoje, a bem da verdade.

Em certo episódio, o restaurante é invadido por Dona Neves, acompanhada por representantes da Associação Pró Direitos Femininos (APDF ou "Alfafa para Dona Florinda), do Diretório Nacional dos Veteranos em Restaurantes (DNVR ou "Dona Neves Velha Reumática) e União dos Trabalhadores Pró Juventude (UTPJ ou "Uma Torta para Jaiminho").

Segue-se um simulacro de greve e negociação trabalhista, onde Chaves sucessivamente serve e retira a torta do carteiro Jaiminho, cliente do restaurante. Dona Florinda se mostra inflexível perante as reivindicações legais apresentadas em favor do pequeno garçom. Ao fim e ao cabo, após inúmeros desentendimentos e aborrecimentos, Dona Neves e os demais manifestantes batem em retirada, deixando Chaves entregue à própria sorte e aos desmandos de sua patroa.

Até aqui, a trama segue de perto a vida real. Um trabalhador, inconsciente de seus direitos ou incapaz de reivindicá-los efetivamente, se submete à exploração fora das determinações legais. Organizações sindicais e sociais barulhentas e ineficazes encampam um simulacro de luta trabalhista, ao mesmo tempo que não concedem qualquer espaço ao próprio trabalhador para se expressar ou deliberar, falando por ele e não com ele. No fim das contas, o trabalhador permanece alijado de seus direitos e impotente perante a situação.

Em seus minutos finais, todavia, o roteiro de Roberto Goméz-Bolaños  se desvia da realidade. Num repentino e inexplicável surto de consciência, Dona Florinda (que odeia a gentalha) se decide a conceder voluntariamente o cumprimento dos direitos de Chaves.

Apesar de moralmente edificante, o episódio é socialmente desalentador. O trabalhador está à mercê dos caprichos e da boa vontade de seu empregador, que decide unilateralmente se cumpre ou não a legislação trabalhista vigente. Sabemos que esses finais felizes são raros na maioria dos casos.

Temos hoje às nossas portas uma proposta de reforma da lei trabalhista que fragiliza ainda mais a situação dos trabalhadores brasileiros, especialmente na ideia de fazer prevalecer o contratado sobre o legislado. O trabalhador estará livre para negociar com seu empregador - tão "livre" quanto um coelho que "negocia" com um lobo.

A maioria dos trabalhadores se encontra em situação tão precária quanto a do pequeno Chaves, mas haverá por aí tantos patrões dispostos à generosidade de Dona Florinda?! Olhe à sua volta, caro leitor...

[Durante a greve de 2013 da Educação municipal do Rio de Janeiro tracei analogias ligeiramente diferentes em torno desse episódio, no contexto específico da ocasião, disponíveis no post "Retire a torta!"-Chaves e a greve dos professores, onde o leitor também encontra a íntegra do episódio.]

Transformar o trabalho em jogo, para melhor alienar [ou "Trabalhando na era Uber"]

Tradução da coluna de Xavier de La Porte em 1º de maio de 2017

Se a festa do trabalho acontece em 1º de maio, é por causa dos movimentos operários que aconteceram nos Estados Unidos em 1884. Talvez seja nos Estados Unidos que se deva buscar as novas formas de alienação... E no Uber em particular. Porque se o termo de uberização já passou para a língua designando essa economia de plataformas que põe em contato direto clientes e trabalhadores independentes, será sem dúvida necessário acrescentar à palavra um conteúdo suplementar. Pelo menos é a isso que nos incita uma fascinante investigação publicada no mês passado pelo New York Times.

Uma investigação que nos mostra que a Uber, enfrentando uma crescente contestação de seus motoristas, decidiu utilizar as ciências comportamentais para reformar a relação entre a plataforma e as pessoas que trabalham para ela. O problema do Uber é que seus motoristas são trabalhadores independentes. Isso permite aliviar consideravelmente os custos da empresa, mas há uma preocupação: esses trabalhadores trabalham onde querem, quando querem. Logo, não necessariamente onde a Uber gostaria, no momento em que a Uber gostaria (ora, o sucesso do Uber repousa sobre o fato de que o cliente espera o menos possível, especialmente nas horas de pico). Como fazer para controlar trabalhadores livres, para incitá-los a trabalhar no interesse da empresa, e às vezes contra seu próprio interesse? É a problemática da Uber. Durante muito tempo, para levar os motoristas aos locais de afluência nos momentos de pico, Uber o fazia à moda antiga, enviando e-mails e sms, alguns gerentes utilizavam até um pseudônimo feminino para incitar os motoristas, que são frequentemente homens. Funcionava razoavelmente, mas era artesanal e os motoristas suportavam mal as notificações amontoadas. A empresa logo buscou especialistas em ciências sociais e analistas de dados que recorreram a todo tipo de técnicas muito mais eficazes.

Por exemplo, encorajamentos quando um patamar é atingido. Quando eles fazem logoff da aplicação em uma hora em que Uber preferiria que eles continuassem a trabalhar, os motoristas vêem aparecer mensagens como: "Mais uma corrida e você atinge 300 dólares!" É um sistema que se chama "ciclo lúdico" ["boucle ludique", "ludic cycle"] (que incita a lançar uma partida a mais para tentar ir um pouco mais longe que na anterior). Uber então enche sua interface de pequenos sinais de dólares, esquemas, insígnias ["badges"] a ganhar (um pequeno Groucho Marx para os motoristas mais engraçados...). É, efetivamente, o que se chama gamificação. O fenômeno não é novo nas empresas, mas Uber o leva ao extremo. E funciona. Os próprios motoristas o dizem: essas formas de retribuição que não custam nada à empresa lhe permitem induzir os motoristas a fazer o que é bom para ela, e não necessariamente para eles.

Para que os condutores fiquem todo o tempo ocupados, e trabalhem nas horas em que Uber tem mais necessidade deles, a empresa usa também o mesmo sistema que Netflix, que abre uma janela para ver o episódio seguinte assim que termina o anterior. Pois bem, a Uber preparou um algoritmo que envia ao motorista sua próxima corrida, antes que ele tenha terminado a precedente. Tudo isso é maravilhosamente não-coercitivo. Obviamente, a Uber introduziu um botão de pausa para que os motoristas possam ao menos parar para ir ao banheiro ou reabastecer combustível, e pretende atualmente desenvolver um função que permita aos motoristas dizer onde eles preferem terminar sua última corrida - perto de casa ou da escola onde eles deverão buscar os filhos. Nesse sentido, a tecnologia pode ser boa. Por outro lado, Uber também adquire inúmeros dados sobre a conduta de seus motoristas, e no futuro poderia personalizar ainda mais as recompensas. Além disso, Uber está cada vez menos sozinho em usar esses métodos para controlar os trabalhadores (sua concorrente Lyft faz mais ou menos a mesma coisa). Também aumenta o número de plataformas que recorrem a trabalhadores independentes, sem que os direitos desses trabalhadores - e as possibilidades que lhes são dadas de se defender - aumentem. O que faz o jornal americano dizer uma coisa terrível: "Não estamos longe de voltar à época que precedia o New Deal (....os anos 30...) em que as empresas tinham poder quase total sobre os empregados, e eles quase nenhum meio de defesa". Excetuando que isso não se passa numa fábrica e no suor, mas em um carro de passeio diante de uma tela que exibe aquilo que parece um jogo.

Aí está! Boa festa do trabalho!

Canção dos punhais

Nós somos os punhais!

Longos, delgados,
Pontudos, afiados!


Nós somos, sim, os punhais!

Astutos, ligeiros,
Pacientes, traiçoeiros!

Somos nós, os punhais!

As verdadeiras espadas,
O Poder atrás do poder!

Nós somos os punhais!

Amigos de reis,
Bispos e cardeais!

Somos, sim, nós, os punhais!

Cortamos, rasgamos,
Furamos, sangramos!

Sim, somos nós, os punhais!

Dente, garra,
Língua, pluma!

Somos nós, os punhais!

Advogado Trabalhista fala a verdade sobre a Reforma Trabalhista ao vivo ...