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domingo, 12 de julho de 2020

O desabrochar do Cravo

A muito custo, um frágil Cravo germinou e brotou.

Era um verão abrasador, que crestava suas tenras folhas. Apenas o orvalho noturno abrandava as agruras desse bravo cravinho.

O clima se fazia inclemente. Ao impiedoso verão sucedeu um outono terrível, que anunciava um inverno monstruoso.

Sacudido por violentas tempestades, cresceu o Cravo, robustecido pelas intempéries.

Veio o inverno, longo, rigoroso e brutal, com violentas geadas que ameaçavam todas as flores do prado. Muitas sucumbiram.

Quase milagrosamente, em meio ao frio opressor, o Cravo pôs um botão.

Veio a primavera. Tímida, débil, frágil como uma orquídea.

Ainda atormentado pelas lembranças invernais, o botão do Cravo teimava em se manter fechado. Sobrevivera a tantas durezas, por que se expor agora?

Em meio à primavera, nuvens trovejantes cobriram o céu.

Foi então, corajosamente, que o Cravo desabrochou.

Abriu suas pétalas em espetáculo ao mundo e gritou: "NÃO"!

E o prado inteiro ouviu. NÃO.

As nuvens se envergonharam e os trovões se calaram.

E o grito do Cravo deu esperança a muitas outras flores.


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